terça-feira, janeiro 08, 2013

ARRAIOLOS - TAPETE VOADOR

Levámos o escritor, e alentejano de gema, José Luís Peixoto até um dos lugares mais esplêndidos da planície mágica de Portugal. Se o Alentejo fosse um livro, Arraiolos ocuparia uns quantos capítulos.

Capítulo I – Revelações
Agora entendemos. Entendemos porque é que ele diz: “Se eu não tivesse crescido no Alentejo, provavelmente não teria começado a escrever. Escrever exige tempo. Escrever exige que se respire”.
Sem noção das horas, inspiramos o ar fresco da noite sob um céu estrelado capaz de fazer corar de inveja o céu do Saara. Estamos no Alentejo, em Arraiolos, não muito longe de Galveias, a terra que viu nascer (e crescer) José Luís Peixoto, escritor, dramaturgo, letrista, cronista, enfim, um homem de palavras. No correr da noite, fazemos contas ao dia.
Saímos de Lisboa pela fresca e em pouco mais de uma hora estávamos no Villa Extramuros, o nosso hotel para estes dias. Ideia do parisiense François, que de bom grado trocou as grandes boulevards à beira do Sena por um punhado de sobrado no Alentejo, este pequeno hotel de delícias terrenas foi construído entre oliveiras e a paz é tanta que nem os mosquitos parecem querer ferrar o dente em ninguém.
Por falar em ferrar o dente, às 13h30 em ponto, chegámos à Pousada da Nossa Senhora da Assunção, construída no séc. XVI para a Ordem de Santo Elói. Entramos pela igreja, pegada ao velho convento de estilo barroco, para ver os lindos painéis de azulejos azuis e brancos e seguimos pelos claustros enfeitados com tapetes de Arraiolos dignos do melhor museu de artes decorativas. Diz a lenda que algures por ali há uma passagem secreta que vai dar ao Castelo de Arraiolos. Mas não precisamos de nos meter por esses atalhos para ter o monumento por nossa conta: ele entra pelos janelões do restaurante da pousada adentro. Saiu-nos na rifa chegar em plena semana gastronómica do borrego e por isso, foi ele o alvo de todos os nossos “hums” de contentamento e discretas lambidelas de beiços. Sim, discretas! Porque a educação não tira férias, nem quando o borrego a isso obriga.
Com o sol ainda a queimar, seguimos até à autoproclamada “aldeia mais caricata de Portugal”. O artesão Tiago Cabeça é o cérebro e as mãos desta aldeia em miniatura, onde os figurões, os costumes, os clichés e as cenas da vida real de Portugal são retratados ironicamente. José Luís compara-a a uma versão 3D de Onde Está o Wally?
Um pouco mais tarde, chegamos à Herdade da Amendoeira, velha abegoaria que hoje é um espaço de agro-turismo. Passamos pela queijaria e ficamos a saber como se fazem os queijos frescos, os curados e os requeijões da herdade. De seguida, sentimo-nos inebriados com o aroma a funcho, amêndoas, orégãos e anis da destilaria da Amendoeira onde se produzem os famosos licores de poejo, de granito e a amarguinha d’Amendoeira. Só depois nos mascaramos de Alberto Caeiro, o mais bucólico dos heterónimos de Fernando Pessoa, e nos deixamos levar pelos cantos e encantos da herdade onde andam à solta coelhos, perdizes, javalis, gamos e também enormíssimos e pachorrentos touros limusine. Caminhando pelo montado fora chegamos à Pedra da Vigia, onde José Luís, empoleirado no alto da dita, desabafa deslumbrado: “Olhem que esta paisagem de fim de tarde não fica nem um pouco atrás de um cartão-postal do Botswana”.

A jornada não podia dar-se por terminada sem nos sentarmos à mesa do restaurante A Moagem na companhia de Jerónimo Lóios, presidente da câmara de Arraiolos, que nos explica tintim-por-tintim como apareceu o inovador sistema de iluminação LED do centro histórico da vila. “A ideia surgiu numa assembleia onde se discutia a requalificação do centro histórico da nossa terra. A renovação da luminária pública era um dos temas sobre a mesa e a propósito dele alguém sugeriu que apostássemos na tecnologia LED (em português, DEL – díodo emissor de luz). Levámos a coisa avante e hoje não só poupamos muita energia e damos uma luz mais amiga à vila, como ganhámos um prémio internacional com a iniciativa.” Apesar de magníficos, a salada de polvo e a de ovas, os cogumelos recheados e os ovos com espargos não foram suficientes para nos calar a gula. Foi preciso chamar reforços da cozinha tradicional e autêntica de João Maria Pombinho. Só depois do gaspacho alentejano com carapauzinhos fritos e das costeletas de borrego com migas à carvoeiro é que nos damos por satisfeitos.
E assim, regalados, eis-nos ao relento no terraço do Extramuros, de almas e barrigas cheias com o que de melhor o Alentejo nos pode dar. A overdose de tempo e de ar é tanta que nos sentimos capazes de escrever, assim quase do pé para a mão, uma ode a esta terra. Antes de cair às mãos de Morfeu, José Luís ainda comenta com o fotógrafo de serviço: “E aquela foto com os touros no campo, António? Os meus filhos vão delirar quando a virem”.
Capítulo II – Vamos juntos ver o mundo
Como José Luís – ou José Luís como eles… –, também Faulkner e Bukowski, dois dos seus escritores favoritos, têm no Sul o norte da sua obra. No caso de Peixoto, o sul é o Alentejo, protagonista de grande parte das palavras que saíram da sua pena para acabar encadernadas em estantes de todo o mundo. Como José Luís – ou José Luís como eles… –, também os romances Uma Casa na Escuridão ou Nenhum Olhar, “falam do Alentejo em sítios onde mal se conhece Portugal”. E esta tarefa, a de ir até onde vão os seus livros (e mais além, até), é o motivo pelo qual José Luís passa boa parte do ano a viajar pelo mundo inteiro. Mas isso não lhe rouba tempo à escrita, até porque como o próprio confessa, tem sempre um texto a ocupar-lhe a cabeça. Um texto que se lhe vai escrevendo independentemente de tudo o resto. Imaginamos o que é que lhe vai na cabeça agora que o escritor trota mundos ciranda pelas vielas caladas e alvas do centro de Arraiolos. Será que está a cozinhar uma história inspirada no magnífico castelo redondo da vila? Ou estará a magicar acerca da lenda da “Sempre Noiva”, sobre uma donzela que tanto esperou que o noivo voltasse da guerra que acabou por entrar na igreja com a cara tapada por um tapete de Arraiolos para esconder as maldades que os anos lhe fizeram à beleza?

Emaranhados na teia de ruelas, acabamos por desaguar na Praça do Município. É aí que entramos nos Paços do Concelho para conhecer a obra de Dórdio Gomes, pintor arraiolense que se deixou levar pela onda pós-impressionista de Paul Cézanne para criar lindas telas sobre a terra que o viu nascer. Uma delas retrata as habilidosas bordadeiras que fazem os mundialmente famosos tapetes de Arraiolos. Os ditos, que valeram à vila o cognome de “Capital do Tapete”, apareceram algures no século XVI e são bordados em lã sobre juta, algodão ou linho. Nos coloridos tapetes, herança da arte mourisca, brilham motivos florais e manuelinos, figuras animais e outros arabescos dispostos numa simetria impressionante. Vemo-los ao vivo e a cores numa das muitas casas de tapetes da vila e é aí que José Luís atira ao ar: “este ‘Fim-de-Semana Perfeito’ tem tudo para se chamar ‘Tapete Voador’”. Tomamos nota.
Daqui descolamos – sem um tapete voador debaixo dos pés, porém – para o Vimieiro, pequena vila do concelho de Arraiolos. No restaurante e casa-museu Antiga Moagem descobrimos umas pataniscas de bacalhau e uns secretos de porco preto de comer e chorar por mais e vemos como funcionava, no século XIX, a velha fábrica de moagem do Vimeiro. Não muito longe daqui, fica o Centro Interpretativo do Mundo Rural, apetrechado com as alfaias e memórias fotográficas de cenas do campo, como a apanha da azeitona, a tosquia ou a ceifa. José Luís conhece boa parte destes tesouros etnográficos de ginjeira, ainda assim, não resiste a disparar o seu telefone travestido de máquina fotográfica em todas as direcções. Antes de sairmos, damos com o escritor boquiaberto a mirar um macaco ancestral para mudar rodas às carroças.
No Monte da Ravasqueira as carroças são de luxo. José Mello, empresário e apaixonado pela vida equestre, coleccionou ao longo da sua vida arreios de carros de atrelagem de diferentes épocas e estilos. A colecção é de deixar os olhos em bico. Há uma mala-posta (diligência, se preferirem) irrepreensivelmente restaurada, há um atrelado preparado para caçadas (em verde tropa, comme il faut!) que parece um esboço de um todo-o-terreno Land Rover e até existe uma atrelagem que foi táxi em Cascais, quando a palavra “motor” ainda não constava do dicionário. Seguimos deste pequeno museu até à adega da quinta para provar os melhores néctares da sua safra. O MR Premium e o Vinha das Romãs são apenas dois dos muitos vinhos com rótulo da Ravasqueira que fazem jus à reputação internacional dos vinhos alentejanos.
Fama tem também o restaurante O Alpendre onde jantamos. São famosas as suas migas, o seu borrego e o seu bacalhau escondido dentro de um pão caseiro. É célebre o seu ar castiço e o atendimento à boa moda alentejana, sinónimo de um sorriso de orelha a orelha.
José Luís também tem um sorriso na cara. Está feliz como um rapaz que apresenta à mãe a mulher dos seus sonhos. A mulher que tem sempre um brilhozinho nos olhos e um sorriso nos lábios. Aquela que tem a beleza, o charme e o encanto natural de uma diva e que, ainda por cima, sabe cozinhar. Se calhar está na hora de mudar o substantivo Alentejo para o género feminino.






http://upmagazine-tap.com/pt_artigos/arraiolos-%E2%80%93-tapete-voador/ - 2013-01-08

Breve Referência Histórica do Concelho de Arraiolos

   A notícia mais recuada da povoação e território de Arraiolos é de 1217, ano de doação dos mesmos ao bispo de Évora e ao Cabido pelo rei D. Afonso II. Então faziam parte do vasto termo eborense, nascido da reconquista, o qual se prolongava, a Norte, até Avis. A doação régia inclui o direito do donatário edificar um castelo. A concessão veio, no entanto, a ser contestada por D. Afonso III, que pretendia recuperar este território para a Coroa. A pretensão abrange o Vimieiro, inicialmente parte do território arraiolense, mas que o bispo D. Martinho Peres desanexara, com a concessão do respectivo foral, em 1257. Após um longo litígio, em 1271, a vila e termo de Arraiolos, assim como Vimieiro, regressam à posse do rei, através de um acordo que atribuía, no entanto, ao bispo do cabido, o padroado das igrejas neles existentes e os respectivos direitos espirituais.
   Contudo, antes de morrer, o monarca declarou devolver várias terras à igreja, entre as quais, Arraiolos e Vimieiro, para resolver os seus problemas que o opunham à Santa Sé. No entanto, o seu filho não cumpriu a sua vontade. D. Dinis, pelo contrário, tomou algumas medidas demonstrativas do poder régio da vila e seu termo.
   A vila não chegou a estar, um século sobre o poder directo da Coroa. D. Pedro I veio a entregá-la a Rodrigo Afonso de Sousa, filho de Afonso Dinis, que era filho bastardo de D. Afonso III. A concessão foi renovada por D. Fernando, em 1367, logo depois de herdar o trono. Como o donatário não teve descendentes legítimos, foi cedido, após a sua morte, ao conde de Viana D. Álvaro Pires de Castro, irmão de Dona Inês de Castro, segundo Fernão Lopes por interferência da Rainha D. Leonor, juntamente com título de conde de Arraiolos.
   O primeiro conde de Arraiolos, era de origem castelhana, foi também alcaide-mor de Lisboa e o primeiro condestável[1] do reino. A sua presença em Arraiolos, com comitivas numerosas, devia de ser frequente, atendendo aos protestos da população, pelo abusos que eram cometidos. Como os paços do castelo, não eram suficiente para albergar todos, estes, instalavam-se pelas casas dos moradores, fazendo uso de suas roupas, utensílios e animais domésticos, cevada….
   Contudo as vozes da população fizeram-se ouvir junto ao rei, concluindo-se o acordo com o conde, que o monarca ratificou em 1380.
   A vila voltou ao domínio directo da Coroa. Porém, a 30 de Agosto, o Rei, D. João entregou-a a um novo senhor, Fernão d´Álvares Pereira, em recompensa dos bons serviços prestados na guerra contra os castelhanos. Contudo, o mesmo, não viveu para exercer o senhorio das terras, pois morreu com apenas 24 anos, foi morto durante a tentativa de conquista de Vila Viçosa, que estava nas mãos de castelhanos.
   Nuno Álvares Pereira foi o segundo conde de Arraiolos, condestável do reino e principal apoiante do mestre de Avis na guerra com Castela.
   O terceiro duque de Bragança, D. Fernando III, foi o quarto conde de Arraiolos. Contudo, este abusava, dos habitantes da vila, quando se deslocava à mesma. D. Afonso V, prometeu fazer guardar os privilégios da população. D. João II levou este donatário (Nuno Pereira) à execução na Praça Grande de Évora, em 1483 e à perda de seus bens por se opor às suas centralista.
A vila volta novamente à Coroa, que seguidamente, foi cedida em donatária a um novo senhor, Pêro Jusarte.
   D. Manuel I, logo depois de subir a trono e como forma de pacificar o Estado, fortalecido já com a política do antecessor, reintegrou a Casa de Bragança nas antigas honras, títulos e bens. A 16 de Agosto de 1496 confirmou a D. Jaime, novo duque, a posse do condado de Arraiolos e dos respectivos direitos e rendas. O anterior donatário teria sido compensado, pela perda do senhorio, com outras mercês. O mesmo sucederia com D. João II que, em 1542, reconheceu ao duque D. Teodoro a posse do mesmo cargo. Por isso, o condado de Arraiolos e seu termo viria a permanecer, no futuro, integrado na casa dos duques de Bragança.
   A população vivia no castelo, mas por ser um lugar um pouco inóspito, a população toucou pelos arrabaldes do castelo. Pois a área exterior ao castelo era maior, onde podiam construir casa maior, com quintais maiores, mais acessível para quem vivia de actividades dependentes do tráfego regional e inter-regional, da terra.
   A vila teve sempre muitas pessoas com profissões ligadas ao artesanato, como constata o Lançamento das Sisas de 1573-74. Neste, estão registadas a profissão de 114 moradores, onde 75% se dedicam ao sector do artesanato (cardador, manteiro, pisoeiro, surrador, tecelão, tintureiro e tosador), ligados à produção de tecidos 32 profissionais, 18 sapateiros). A importância da tecelagem pode-se avaliar pelo número dos seus praticantes, como já foi referenciado anteriormente.
   Também um inventário de bens, ela adquire realce, pois é frequente encontrar-se teares entre bens inventariados em casa de moradores da vila  de localidades do termo.
   As posturas camarárias regulavam estritamente as várias fases da produção de pano. Obrigando os tecelões a fazer os tecidos com "tanto fiado para a tecedura como foi o da urdedura" para evitar o "muito engano" que havia nessa matéria, sobretudo nos panos que os trapeiros mandavam fabricar para vender. Aos tecelões era também impedido entregar directamente aos pisoeiros os panos que tinham tecido, excepto com autorização dos donos dos mesmos.                   



[1] Condestável - do Lat. comes, companheiro + stabuli, do estábulo s. m., nome que se dava antigamente ao chefe supremo do exército; chefe de artilheiros; antigo intendente das cavalariças reais; título do infante que, nas grandes solenidades, se colocava ao lado do trono real; escudeiro-mor.

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Teatro pelo CENDREV

http://www.cm-arraiolos.pt/pt/conteudos/eventos/Teatro%20pelo%20CENDREV.htm - 2013-01-07
Coordenadas: 38º43´27.71´´N
                       7º59´04.20´´O

Exposição - Saúde da Mulher


Coordenada: 38º43´23.89´N
                   7º59´03.61´´O

http://www.cm-arraiolos.pt/pt/conteudos/eventos/Exposicao.htm - 2013-01-07




sexta-feira, dezembro 28, 2012


Tapete de Arraiolos é ‘monumento’

Um ‘monumental’ Tapete de Arraiolos, com 30 metros quadrados e criado por Carlos Noronha Feio, vai ser exposto pela primeira vez em Portugal, no Museu da Luz, na Aldeia da Luz (Mourão), a partir de 5 de Janeiro.

A exposição vai estar patente até 7 de Abril, na Sala da Luz do núcleo museológico, divulgou esta sexta-feira a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA), que gere o equipamento.
O tapete, produzido pela Casa dos Tapetes de Arraiolos, segundo referiu a EDIA, mostra "uma imagem bélica, mas de esperança".
A intenção do autor da tapeçaria foi a de ilustrar "o momento em que um foguetão está a ser lançado para o espaço levando consigo produtos que representam uma humanidade una", acrescentou a empresa gestora do Alqueva.
Carlos Noronha Feio dedica-se, desde 2008, a produzir Tapetes de Arraiolos, os quais expõe pelo mundo.
No caso concreto deste tapete, a sua produção teve o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, no Reino Unido.
O Museu da Luz serve, assim, de "palco" para a sua primeira exposição em Portugal, depois de o "monumental" tapete já ter estado patente ao público em espaços culturais de Bridport (Inglaterra), Londonderry (Irlanda do Norte) e Nova Iorque (Estados Unidos da América).



http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/tapete-de-arraiolos-e-monumento - 2012-12-28

sexta-feira, dezembro 21, 2012

Arraiolos - Na «Aldeia da Terra» o Natal vai ter a música de «Penca» e «Sobrancelha»



A «Aldeia da Terra», um parque temático que celebra o barro na vila de Arraiolos, agendou para a quadra festiva um programa especial muito brincalhão. Dias com a música da banda rock da localidade, com os petiscos na carrinha das bifanas e passeios de charrete.

Café Portugal; Foto - Oficina da Terra | sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012

Na «aldeia mais caricata de Portugal», como é considerado este parque temático com centenas de figuras concebidas em barro, vai haver, tanto a 25 de Dezembro como a 1 de Janeiro, a oferta de ginjinhas e tremoços.

Na «Aldeia da Terra», os visitantes também poderão apreciar as empadas de abóbora e as queijadas da «Maria Vinagre», divertirem-se ao som da banda de rock da localidade, um trio composto pelo «Penca», «Truz» e «Sobrancelha». Também não vai faltar a «carrinha das bifanas» e as «carpideiras». A «mercearia da Maria Clementina» estará também aberta. Tudo figuras saídas da imaginação dos criadores desta aldeia em barro, os artesãos Tiago Cabeças e Magda Ventura.

Durante o dia de Natal realizam-se workshops livres de «lacinhos de ráfia», de «barrística» e de «abrir Multibancos», assim como palestras, entre elas, «Dominar conversas com o olhar quando se está sem comer há três dias».

A 25 de Dezembro, a partir das 15h00, realiza-se um passeio de charrete onde os participantes têm a oportunidade de ficar a conhecer a estrada das hortas, com vista para o castelo de Arraiolos. O bilhete por criança custa um euro e por adulto, dois euros.

Entretanto, a 1 de Janeiro será apresentado o projeto «Parques temáticos do Alentejo», da responsabilidade da Entidade de Turismo do Alentejo.

Também neste dia irá decorrer uma festa, com «bailarico» por toda a aldeia.

Tanto a 25 de Dezembro como a 1 de Janeiro, a aldeia abre as portas entre as 10h00 e as 17h00. O bilhete de adulto fica pelos cinco euros. O ingresso para as crianças custa três euros.

Na aldeia todos os dias nascem bonecos novos. Neste momento, o espaço conta com mais de 1700 peças, 200 casas, 80 viaturas e 900 adereços. 

http://www.cafeportugal.pt/pages/agenda_detalhe.aspx?id=5663 - 2012-12-21

Coordenadas: 38º42´30.83´´N
                         7º59´02.78´´O


sábado, dezembro 08, 2012

Moinho


Mais uma vez o Castelo

Coordenadas: 38º43´´32.11´´N
                        7º59´17.01´´O


Fonte do Vale Bom - Ilha da Boa Vista - Ilha





Coordenada: 38º42´55.02´´N
                      7º58´27.83´´O
Como as imagem desta zona no Google Earth não são muito nítidas, não consigo precisar bem as coordenadas. De qualquer forma, a rua é a correta, poderão encontrar a fonte ligeiramente mais a cima ou mais a baixo.

Boa visita

domingo, dezembro 02, 2012

Envolvente do Monte da Espadaneira - Sabugueiro

















Ponte da Espadaneira - Sabugueiro

Esta ponte situa-se sobre a Ribeira das Vinhas na aldeia do Sabugueiro.
Era nesta ribeira que, em tempos remotos as senhoras iam lavar a roupa.





Coordenadas:
38º46´´18.89´´N
8º07´33.04´´O


Fonte da Espadaneira - Sabugueiro

Esta fonte situa-se na aldeia do Sabugueiro se seguirem as coordenadas pode ser encontrada facilmente.
De momento, não disponho de qualquer informação sobre a mesma mas, vou pesquisar.






Coordenadas:
38º46´´17.30N
8º07´32.56´´O



















quinta-feira, novembro 15, 2012

Exposição de Pintura - "Sacra"


Natural de Évora, João Carlos Caraça Parreira expõe pela primeira vez em Arraiolos.
Os seus trabalhos têm como inspiração as Bíblias iluminadas e as técnicas de gravura, água forte e xilogravura. Os temas a que se dedica são especialmente relacionados com a Arte Sacra e a Natureza.
A visitar de 06 a 23 de Novembro de 2012, na Biblioteca Municipal de Arraiolos.
Coordenada: 38º43´23.89´N
                   7º59´03.61´´O
http://www.cm-arraiolos.pt/pt/conteudos/noticias/Exposicao+de+Pintura+-++Sacra.htm  -  15 nov.2012

quarta-feira, outubro 31, 2012

ANTA DO MONTE DA CHAMINÉ

Situada a 300 metros do Monte da Chaminé pode-se encontra uma anta, cujo nome é o mesmo do local onde se encontra.
Monumento de razoável estado de conservação, apresenta câmara poligonal coberta (altura 2,30m e diâmetro 2,50m) de 7 esteios de granito. O corredor orienta-se a nascente, conservando 4 esteios no lado Sul e 2 no lado Norte, com cerca de 0,80m de altura. Não apresenta vestígios de mamoa nem de cobertura do corredor que teria 2,40m de comprimento. Apresenta ainda oito “covilhas” gravadas na face superior da laje de cobertura.


segunda-feira, outubro 29, 2012

Património - Turismo do Alentejo quer candidatar à UNESCO cinco bens imateriais da região


A arte chocalheira das Alcáçovas, os tapetes de Arraiolos, a tapeçaria de Portalegre, as Festas do Povo de Campo Maior e as jangadas de São Torpes são expressões culturais que o Turismo do Alentejo quer ver classificadas pela UNESCO.

Café Portugal/Lusa | sábado, 27 de Outubro de 2012

O presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, António Ceia da Silva, lembrou que, em relação à região, já estão a decorrer os processos respeitantes às candidaturas do montado e do cante alentejano.

Mas, realçou, a par deste trabalho, o Turismo do Alentejo tem «um projecto mais vasto» para promover a candidatura de «um conjunto de bens imateriais» junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

«Consideramos que há determinados bens imateriais, uns em vias de extinção e outros com grande significado no contexto da região, que também merecem ser candidatados e classificados pela UNESCO», argumentou.
O projecto visa a salvaguarda da arte de fazer chocalhos característica das Alcáçovas (concelho de Viana do Alentejo), dos tapetes de Arraiolos e datapeçaria de Portalegre, das Festas do Povo de Campo Maior, quando as ruas da vila ficam «engalanadas» com flores de papel, e das jangadas de São Torpes (concelho de Sines), embarcação que se supõe de origem fenícia e usada na pesca artesanal local.

Este trabalho vai incluir acordos de colaboração entre o Turismo do Alentejo e as câmaras municipais ou outras associações dos concelhos envolvidos, prevendo Ceia da Silva que os mesmos sejam todos assinados no espaço de «seis meses».

O primeiro deles vai ser assinado nas Alcáçovas com a junta de freguesia local e o município de Viana do Alentejo, visando a elaboração de uma candidatura da Arte dos Chocalheiros à lista da UNESCO de Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.

«Os chocalhos artesanais das Alcáçovas são o primeiro processo a avançar, num trabalho coordenado pelo antropólogo Paulo Lima, mas cada um dos outros bens imateriais vai ter a sua própria candidatura, a diferentes listas da UNESCO», explicou Ceia da Silva.

O
 presidente do Turismo do Alentejo admitiu que este projecto global seja executado «nos próximos dois anos» e assegurou que, actualmente, é preciso «afirmar as questões da identidade dos territórios e dos destinos turísticos».

«São decisivas. Por isso, é imprescindível valorizar e salvaguardar estes bens imateriais, que pertencem à identidade do Alentejo», para que possam ostentar o «selo» da UNESCO, o que contribuirá para a dinamização turística e económica da região, disse.

Já o presidente do município de Viana do Alentejo, Bengalinha Pinto, congratulou-se por a arte chocalheira das Alcáçovas ser o primeiro passo deste projecto do Turismo do Alentejo e disse esperar que a candidatura seja elaborada «até Março do próximo ano».
«Queremos preservar uma arte que está em vias de extinção e que terá em Alcáçovas o seu núcleo mais importante e, no âmbito da candidatura, também estamos a trabalhar num plano de salvaguarda da arte chocalheira», revelou.

sexta-feira, outubro 26, 2012

IGREJA DE SANTA CLARA


Época de construção do inicio do séc. XVII.
Pensa-se que inicialmente o orago era Nossa Senhora da Consolação e não Santa Clara.
Igreja de linhas discretas mas airosas, de alvenaria caiada de branco.
A nave de planta retângula, de arquitetura barroca, onde apenas existe o pupilo de caixa de secção quadrangular. Tecto de meio canhão totalmente revestido por pinturas murais. Este são 18 painéis, alguns quase perdidos e de difícil identificação, dispostos em caixotões irregulares, de fieiras constituídas em octógonos intervalados por tabelas redondas e molduradas flóricas e brutescas.
Dos quadros, que representam essencialmente, temas da vida mariana e do culto lusitano, consegue-se ler os seguintes:
ANUCIAÇÃO; PRESÉPIO; ADORAÇÃO DOS REIS; STª APOLÓNIA; SANTA ENGRÁCIA E SANTA CATARINA; SANTO ANDRÉ e outros santos; S. BENTO, MILAGRE DE SANTO HIPÓLITO; APARIÇÃO DA VIRGEM A D. FUAS ROUPINHO; CENAS DO MARTÍRIO E DEGOLAÇÃO DE S. BRÁS, ST.ª MARIA MADALENA e ST.ª MARTA; SS. COSME E DAMIÃO; S. DOMINGOS; N.ª S.ª DO ROSÁRIO E ST.ª CATARINA.
A capela-mor, de planta semicircular tem, vasados na ousia, três nichos de arcos redondos, apilastrados e de fundo envierado, nos quais se veneram as imagens da padroeira SANTA CLARA, as de SANTO ANTÓNIO e SÃO ROQUE, de madeira dourada, antigas, mas vulgares. O tecto decorado a fresco é composto de tabelas geométricas enriquecida com elementos florais e de arabescos miúdos, inspirados na tecelagem quinhentista.
            Diz-se que a construção desta Igreja está ligada a uma lenda, a Lenda de Santa Clara que podem ler neste bloge (5 de abril 2009).
                              




Coordenadas: 38º45´47.39´´N
                        8º07´17.33´´O

quinta-feira, outubro 25, 2012

Fenómeno meteorológico ocorreu na zona de Igrejinha, em Arraiolos

Rajadas fortes de vento fustigaram hoje o concelho de Arraiolos, na zona de Igrejinha, arrancando mais de cem sobreiros e azinheiras, muitos de grande porte, e as coberturas de dois edifícios, revelou um vereador do município.

Armando Oliveira, vereador da Câmara de Arraiolos com a tutela da Proteção Civil, explicou à agência Lusa que o fenómeno meteorológico, que não causou danos pessoais, aconteceu «por volta das 13:00», perto da localidade de Igrejinha, em direção a Azaruja (Évora).

«O que sei é que foi um fenómeno atmosférico fora do normal, que provocou estragos numa extensão de mais de três quilómetros e com mais de 200 metros de largura», adiantou.

Os ventos fortes, segundo o vereador, «apanharam pelo menos duas herdades», onde arrancaram mais de cem árvores, «sobretudo sobreiros e azinheiras de grande porte».

«Algumas das árvores foram arrancadas pela raiz e foram projetadas vários metros. Havia mesmo ramos projetados a dezenas de metros», acrescentou.

Além disso, disse, «duas ou três ovelhas também foram projetadas e sofreram ferimentos».

As rajadas de vento afetaram ainda um casão agrícola, arrancando «totalmente a cobertura de telha», e uma fábrica de descasque de nozes, em que «o portão ficou metido para dentro e parte da cobertura do telhado, em chapa, voou».

«E, por causa da queda das árvores, uma parte do alcatrão da estrada municipal que liga Igrejinha à Azaruja também sofreu danos», revelou o vereador.

Armando Oliveira explicou ainda que as autoridades foram alertadas para a situação «por uma pessoa que comunicou que havia muitos danos na via pública», tendo ainda uma mulher, residente num monte próximo, observado o fenómeno.

«Essa senhora diz que caía muita chuva e que viu uma espiral de vento, como se fosse um tornado. E que o fenómeno não durou mais de um minuto, no máximo», relatou.

Contactado pela Lusa, o Instituto de Meteorologia (IM) limitou-se a confirmar que, naquela zona alentejana, «passou ao início da tarde uma nuvem com grande desenvolvimento vertical, que poderá ter causado a ocorrência de fenómenos extremos».

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/vento-mau-tempo-arvores-arraiolos-ultimas-noticias-tvi24/1386976-4071.html - 2012/10/25

Bibliografia

Os “artigos” que constam neste blog, na sua maioria, foram feitos com consulta bibliográfica, consulta em site, panfletos, etc. Se alguém estiver interessado em saber qual a bibliografia consultada em algum “artigo” envie uma mensagem para o e-mail arraiolosbranquinha@gmail.com que enviarei a bibliografia consultada.

ERMIDA DE SANTO ESTÊVÃO


A Ermida de Santo Estêvão, vulgarmente denominada de Nª Sr.ª das Necessidades, fica na Herdade das Hortas, a cerca de 5 km de Arraiolos e atinge-se pela Estrada Nacional nº 4.
A antiga capela já existente no ano de 1534, sofreu profundas modificação arquitetónicas na 2ª metade do séc. XVII.
Nos alvores de setecentos, devido à profunda devoção de uma imagem de Nª Sr.ª das Necessidades, oferecida ao templo, a respetiva confraria, que era abastada, conseguiu promover, com aparato, solenes festividades anuais, que se transformaram pouco a pouco a romaria em sítio de peregrinação regional e promoveu, no último quartel da centúria, volumosas transformações arquitetónicas. 
Atualmente encontra-se em ruínas, como se pode ver nas fotos.
A silhueta exterior do edifício, ainda se pode ler numa chaminé a data de 1873. A ermida olha a ocidente, disposta com nártex de três arcos, arcadas redondas e frontão triangular. Remates pinaculares, populistas.
O interior da Ermida é de uma só nave, dispõe-se de planta retângular com cobertura de meio canhão.






Coordenadas: 38º42´50.54´´N
                        8º03´29.49´´O


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