quinta-feira, novembro 15, 2012

Exposição de Pintura - "Sacra"


Natural de Évora, João Carlos Caraça Parreira expõe pela primeira vez em Arraiolos.
Os seus trabalhos têm como inspiração as Bíblias iluminadas e as técnicas de gravura, água forte e xilogravura. Os temas a que se dedica são especialmente relacionados com a Arte Sacra e a Natureza.
A visitar de 06 a 23 de Novembro de 2012, na Biblioteca Municipal de Arraiolos.
Coordenada: 38º43´23.89´N
                   7º59´03.61´´O
http://www.cm-arraiolos.pt/pt/conteudos/noticias/Exposicao+de+Pintura+-++Sacra.htm  -  15 nov.2012

quarta-feira, outubro 31, 2012

ANTA DO MONTE DA CHAMINÉ

Situada a 300 metros do Monte da Chaminé pode-se encontra uma anta, cujo nome é o mesmo do local onde se encontra.
Monumento de razoável estado de conservação, apresenta câmara poligonal coberta (altura 2,30m e diâmetro 2,50m) de 7 esteios de granito. O corredor orienta-se a nascente, conservando 4 esteios no lado Sul e 2 no lado Norte, com cerca de 0,80m de altura. Não apresenta vestígios de mamoa nem de cobertura do corredor que teria 2,40m de comprimento. Apresenta ainda oito “covilhas” gravadas na face superior da laje de cobertura.


segunda-feira, outubro 29, 2012

Património - Turismo do Alentejo quer candidatar à UNESCO cinco bens imateriais da região


A arte chocalheira das Alcáçovas, os tapetes de Arraiolos, a tapeçaria de Portalegre, as Festas do Povo de Campo Maior e as jangadas de São Torpes são expressões culturais que o Turismo do Alentejo quer ver classificadas pela UNESCO.

Café Portugal/Lusa | sábado, 27 de Outubro de 2012

O presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, António Ceia da Silva, lembrou que, em relação à região, já estão a decorrer os processos respeitantes às candidaturas do montado e do cante alentejano.

Mas, realçou, a par deste trabalho, o Turismo do Alentejo tem «um projecto mais vasto» para promover a candidatura de «um conjunto de bens imateriais» junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

«Consideramos que há determinados bens imateriais, uns em vias de extinção e outros com grande significado no contexto da região, que também merecem ser candidatados e classificados pela UNESCO», argumentou.
O projecto visa a salvaguarda da arte de fazer chocalhos característica das Alcáçovas (concelho de Viana do Alentejo), dos tapetes de Arraiolos e datapeçaria de Portalegre, das Festas do Povo de Campo Maior, quando as ruas da vila ficam «engalanadas» com flores de papel, e das jangadas de São Torpes (concelho de Sines), embarcação que se supõe de origem fenícia e usada na pesca artesanal local.

Este trabalho vai incluir acordos de colaboração entre o Turismo do Alentejo e as câmaras municipais ou outras associações dos concelhos envolvidos, prevendo Ceia da Silva que os mesmos sejam todos assinados no espaço de «seis meses».

O primeiro deles vai ser assinado nas Alcáçovas com a junta de freguesia local e o município de Viana do Alentejo, visando a elaboração de uma candidatura da Arte dos Chocalheiros à lista da UNESCO de Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.

«Os chocalhos artesanais das Alcáçovas são o primeiro processo a avançar, num trabalho coordenado pelo antropólogo Paulo Lima, mas cada um dos outros bens imateriais vai ter a sua própria candidatura, a diferentes listas da UNESCO», explicou Ceia da Silva.

O
 presidente do Turismo do Alentejo admitiu que este projecto global seja executado «nos próximos dois anos» e assegurou que, actualmente, é preciso «afirmar as questões da identidade dos territórios e dos destinos turísticos».

«São decisivas. Por isso, é imprescindível valorizar e salvaguardar estes bens imateriais, que pertencem à identidade do Alentejo», para que possam ostentar o «selo» da UNESCO, o que contribuirá para a dinamização turística e económica da região, disse.

Já o presidente do município de Viana do Alentejo, Bengalinha Pinto, congratulou-se por a arte chocalheira das Alcáçovas ser o primeiro passo deste projecto do Turismo do Alentejo e disse esperar que a candidatura seja elaborada «até Março do próximo ano».
«Queremos preservar uma arte que está em vias de extinção e que terá em Alcáçovas o seu núcleo mais importante e, no âmbito da candidatura, também estamos a trabalhar num plano de salvaguarda da arte chocalheira», revelou.

sexta-feira, outubro 26, 2012

IGREJA DE SANTA CLARA


Época de construção do inicio do séc. XVII.
Pensa-se que inicialmente o orago era Nossa Senhora da Consolação e não Santa Clara.
Igreja de linhas discretas mas airosas, de alvenaria caiada de branco.
A nave de planta retângula, de arquitetura barroca, onde apenas existe o pupilo de caixa de secção quadrangular. Tecto de meio canhão totalmente revestido por pinturas murais. Este são 18 painéis, alguns quase perdidos e de difícil identificação, dispostos em caixotões irregulares, de fieiras constituídas em octógonos intervalados por tabelas redondas e molduradas flóricas e brutescas.
Dos quadros, que representam essencialmente, temas da vida mariana e do culto lusitano, consegue-se ler os seguintes:
ANUCIAÇÃO; PRESÉPIO; ADORAÇÃO DOS REIS; STª APOLÓNIA; SANTA ENGRÁCIA E SANTA CATARINA; SANTO ANDRÉ e outros santos; S. BENTO, MILAGRE DE SANTO HIPÓLITO; APARIÇÃO DA VIRGEM A D. FUAS ROUPINHO; CENAS DO MARTÍRIO E DEGOLAÇÃO DE S. BRÁS, ST.ª MARIA MADALENA e ST.ª MARTA; SS. COSME E DAMIÃO; S. DOMINGOS; N.ª S.ª DO ROSÁRIO E ST.ª CATARINA.
A capela-mor, de planta semicircular tem, vasados na ousia, três nichos de arcos redondos, apilastrados e de fundo envierado, nos quais se veneram as imagens da padroeira SANTA CLARA, as de SANTO ANTÓNIO e SÃO ROQUE, de madeira dourada, antigas, mas vulgares. O tecto decorado a fresco é composto de tabelas geométricas enriquecida com elementos florais e de arabescos miúdos, inspirados na tecelagem quinhentista.
            Diz-se que a construção desta Igreja está ligada a uma lenda, a Lenda de Santa Clara que podem ler neste bloge (5 de abril 2009).
                              




Coordenadas: 38º45´47.39´´N
                        8º07´17.33´´O

quinta-feira, outubro 25, 2012

Fenómeno meteorológico ocorreu na zona de Igrejinha, em Arraiolos

Rajadas fortes de vento fustigaram hoje o concelho de Arraiolos, na zona de Igrejinha, arrancando mais de cem sobreiros e azinheiras, muitos de grande porte, e as coberturas de dois edifícios, revelou um vereador do município.

Armando Oliveira, vereador da Câmara de Arraiolos com a tutela da Proteção Civil, explicou à agência Lusa que o fenómeno meteorológico, que não causou danos pessoais, aconteceu «por volta das 13:00», perto da localidade de Igrejinha, em direção a Azaruja (Évora).

«O que sei é que foi um fenómeno atmosférico fora do normal, que provocou estragos numa extensão de mais de três quilómetros e com mais de 200 metros de largura», adiantou.

Os ventos fortes, segundo o vereador, «apanharam pelo menos duas herdades», onde arrancaram mais de cem árvores, «sobretudo sobreiros e azinheiras de grande porte».

«Algumas das árvores foram arrancadas pela raiz e foram projetadas vários metros. Havia mesmo ramos projetados a dezenas de metros», acrescentou.

Além disso, disse, «duas ou três ovelhas também foram projetadas e sofreram ferimentos».

As rajadas de vento afetaram ainda um casão agrícola, arrancando «totalmente a cobertura de telha», e uma fábrica de descasque de nozes, em que «o portão ficou metido para dentro e parte da cobertura do telhado, em chapa, voou».

«E, por causa da queda das árvores, uma parte do alcatrão da estrada municipal que liga Igrejinha à Azaruja também sofreu danos», revelou o vereador.

Armando Oliveira explicou ainda que as autoridades foram alertadas para a situação «por uma pessoa que comunicou que havia muitos danos na via pública», tendo ainda uma mulher, residente num monte próximo, observado o fenómeno.

«Essa senhora diz que caía muita chuva e que viu uma espiral de vento, como se fosse um tornado. E que o fenómeno não durou mais de um minuto, no máximo», relatou.

Contactado pela Lusa, o Instituto de Meteorologia (IM) limitou-se a confirmar que, naquela zona alentejana, «passou ao início da tarde uma nuvem com grande desenvolvimento vertical, que poderá ter causado a ocorrência de fenómenos extremos».

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/vento-mau-tempo-arvores-arraiolos-ultimas-noticias-tvi24/1386976-4071.html - 2012/10/25

Bibliografia

Os “artigos” que constam neste blog, na sua maioria, foram feitos com consulta bibliográfica, consulta em site, panfletos, etc. Se alguém estiver interessado em saber qual a bibliografia consultada em algum “artigo” envie uma mensagem para o e-mail arraiolosbranquinha@gmail.com que enviarei a bibliografia consultada.

ERMIDA DE SANTO ESTÊVÃO


A Ermida de Santo Estêvão, vulgarmente denominada de Nª Sr.ª das Necessidades, fica na Herdade das Hortas, a cerca de 5 km de Arraiolos e atinge-se pela Estrada Nacional nº 4.
A antiga capela já existente no ano de 1534, sofreu profundas modificação arquitetónicas na 2ª metade do séc. XVII.
Nos alvores de setecentos, devido à profunda devoção de uma imagem de Nª Sr.ª das Necessidades, oferecida ao templo, a respetiva confraria, que era abastada, conseguiu promover, com aparato, solenes festividades anuais, que se transformaram pouco a pouco a romaria em sítio de peregrinação regional e promoveu, no último quartel da centúria, volumosas transformações arquitetónicas. 
Atualmente encontra-se em ruínas, como se pode ver nas fotos.
A silhueta exterior do edifício, ainda se pode ler numa chaminé a data de 1873. A ermida olha a ocidente, disposta com nártex de três arcos, arcadas redondas e frontão triangular. Remates pinaculares, populistas.
O interior da Ermida é de uma só nave, dispõe-se de planta retângular com cobertura de meio canhão.






Coordenadas: 38º42´50.54´´N
                        8º03´29.49´´O


quarta-feira, outubro 24, 2012

IGREJA DE SÃO PEDRO


Igreja dedicada a São Pedro Apóstolo, a existente substituiu um primeiro edifício gótico, é obra da última vintena do séc. XVI, fundada pelo arcebispo de Évora D. Teotónio de Bragança, que absorveu, sem destruição integral a abside manuelina. Já estava em construção no ano de 1586.
A frontaria axial, singela é limitada por pilares de granito, degraus de pedra, com frontão quebrado e de insígnias de S. PEDRO – as chaves, esfera do Mundo e a cruz, em obra de estuque relevado.
A nave, singular de planta retângula, coberta por tecto de meio canhão com caixotões geométricos divididos em três tramos de arcos forneiros apoiados em mísulas clássicas.


Coordenadas: 38º44´´30.14N
                        8º04´36´07´´O

FREGUESIA DE SÃO PEDRO DA GAFANHOEIRA


A freguesia de São Pedro da Gafanhoeira dista da sede de concelho 10 km e ocupa uma área de cerca de 42,2 km, sendo a sexta freguesia mais pequena. Esta é banhada pela ribeira de Vide e, da constituição da freguesia, fazem parte 28 herdades.
A povoação já existia no século XIII.
D. Dinis, em 1 de Fevereiro de 1290, fez de Pedro Carias povoador de Reguengo de Vide. Na carta que lhe passou, ordenava que desse a terra a quarenta povoadores, muito trabalhadores e somente homens do povo. Estes, por sua vez, teriam de as cultivar, podendo estas passarem para os seus sucessores. A todos estes trabalhadores, D. Dinis impôs foros e concedeu amplos privilégios.
Teve antiquíssima albergaria e hospital de lázaros, administrados por uma confraria de caridade e socorros mútuos, de compromisso legal. A instituição, muito degradada, foi ajudada, por provisão da Junta do Estado da Casa de Bragança, de 17 de Janeiro de 1817 e foi incorporada no hospital da Vila de Arraiolos, com posse em 20 de Abril do mesmo ano (Cartório do Hospital de Arraiolos).
São Pedro da Gafanhoeira fez parte de diversas comarcas, até pertencer, definitivamente, à de Arraiolos.
São Pedro é mais visitada na altura das Festas em Honra do seu padroeiro, São Pedro. No entanto, os seus arredores escondem marcas dos seus antepassados (neolítico) que, juntamente com a paisagem que os envolve, proporciona uma agradável visita à freguesia.




Coordenadas da fonte: 38º42´56.46´´N
                                      8º03´05.06´´O

segunda-feira, maio 21, 2012

O Tapete está na Rua



“O Tapete está na Rua” tem como objectivo promover – salvaguardar, divulgar e dar a conhecer – os “saberes e saberes fazer”, que numa região, as gentes souberam ou puderam expressar, é mais valia necessária e indispensável a todo e qualquer processo de desenvolvimento integrado, seja qual o âmbito que circunscreve (local, regional, nacional).

“O Tapete está na Rua” é um evento é promovido pelo Município de Arraiolos e integra um vasto conjunto de actividades culturais, nomeadamente espectáculos, exposições, colóquios e debates, com especial destaque para a “Mostra de Tapetes de Arraiolos".

Esta iniciativa pretende trazer para Arraiolos desenvolvimento sócio-económico e cultural através da mostra “Tapetes de Arraiolos” que se realiza no Centro Histórico da Vila, dando a conhecer o artesanato, a gastronomia e outros produtos locais.
Através de exposições e diversas actividades, este certame pretende salvaguardar, preservar e divulgar a qualidade e diversidade da identidade arraiolense e alentejana, valorizando o artesanato mais genuíno “O Tapete de Arraiolos” que tem transitado de geração em geração.
O Tapete está na Rua chama à Vila de Arraiolos todos os visitantes, para que lhes possa mostrar as potencialidades para o turismo de qualidade.
O Centro Histórico de Arraiolos abre, assim, as suas portas e dá a conhecer o que de melhor existe no concelho, destacando os mundialmente conhecidos Tapetes de Arraiolos.

Os largos e as ruas abrem-se em mostras e exposições que reflectem a diversidade cultural dos que o Alentejo viu nascer ou daqueles que encontraram nestas terras fonte de inspiração.

Nesta óptica, o projecto “O tapete está na Rua”, mais do que evento pontual de valorização e promoção das representações culturais locais, pretende afirmar-se como proposta de intervenção cultural abrangente, onde a componente “viabilização de um melhor e maior desenvolvimento sócio-económico” é elemento preocupante.
Os tapetes de Arraiolos, têxteis bordados de qualidade são, de há séculos, imagem de marca a que a vila e o concelho são indissociáveis.
Arte antiga feita de muitos “saberes” e um mesmo “saber fazer” que artesãs exímias souberam construir. 

quinta-feira, março 22, 2012

terça-feira, janeiro 31, 2012

Milhares de peixes concentram-se, à superfície, na barragem do Divor em Arraiolos

Milhares de peixes, alguns mortos, têm-se acumulado nas últimas semanas, à superfície da água, junto ao paredão da barragem do Divor, no concelho de Arraiolos (Évora), estando as autoridades a investigar as causas do problema.


A maioria dos peixes "não está a morrer", mas "está à superfície", descreveu à Agência Lusa o vereador da Câmara de Arraiolos Francisco Fortio.
"Os peixes estão todos amontoados, à superfície, com a boca fora de água. Mas o certo é que, se os tentarmos apanhar, fogem", acrescentou.
Escusando-se a avançar uma explicação para o "fenómeno", o autarca fez questão, contudo, de realçar que a água da barragem não serve para abastecimento público das populações.
A situação foi detetada há cerca de três semanas pela Associação dos Regantes e Beneficiários do Divor, adiantou o autarca, referindo que já foram informados o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR e a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo.
Fonte da GNR confirmou à Lusa que o SEPNA está a acompanhar o "problema" e detetou "algumas centenas de peixes mortos, sobretudo carpas e pimpões", tendo alertado "há cerca de oito dias" as entidades competentes sobre a matéria.
A Lusa constatou no local que uma grande quantidade de peixes, sobretudo carpas e pimpões, está concentrada na zona do descarregador da barragem.
O vereador da Câmara de Arraiolos disse que "o veterinário municipal tem feito o acompanhamento quase diário do problema" e que o município está a aguardar indicações das autoridades.
A Lusa contactou a ARH do Tejo, mas não obteve quaisquer esclarecimentos.

http://sicnoticias.sapo.pt/vida/2012/01/31/milhares-de-peixes-concentram-se-a-superficie-na-barragem-do-divor-em-arraiolos - 2011/01/31

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Ex-jornalista "teceu" uma nova vida com lã de Arraiolos

O antigo jornalista João Bruno Videira “esqueceu” as notícias e escolheu “tecer” a vida como artesão e designer. Perto de Évora, inova na aplicação da lã de Arraiolos em peças de mobiliário que já vende pelo mundo fora.


“Através de clientes particulares, há peças em bastantes sítios”, conta à agência Lusa, indicando os Estados Unidos, Brasil, França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Bélgica e até os Emirados Árabes Unidos.
O seu atelier funciona na casa, junto à Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Graça do Divor, à entrada da pequena aldeia do mesmo nome, perto de Évora.
É aí, rodeado pela tranquilidade do campo, apenas perturbada pela ocasional celebração religiosa na vizinha igreja, que decorre esta aventura e para a qual João Bruno criou a marca “Água de Prata”.
O nome escolhido para “assinar” as peças advém do facto de, a curta distância, se situar a nascente da Água de Prata, que antigamente abastecia o aqueduto de Évora.
E a escolha da lã de Arraiolos, que aplica ao mobiliário que restaura e às estruturas de madeira que desenha e manda construir, surgiu de forma casual.

“Adaptei a uma peça de mobiliário, uma cadeira, um novo material, a lã de Arraiolos, até então de uso exclusivo da tapeçaria tradicional”, conta, recordando a primeira criação, cujo velho assento de buinho entrelaçado foi substituído por outra “teia”, formada de lã.
A partir daí, até porque estava “desiludido com o jornalismo”, João Bruno atirou as notícias para o passado e “abraçou” o artesanato: “No instante em que fiz a primeira peça, percebi que tinha um potencial em mãos”.
Das suas mãos começaram a “nascer” cadeiras, mesas, bancos, painéis de parede, que também podem ser cabeceiras de cama, e “puffs” feitos a partir do reaproveitamento de pneus e do desperdício de lã e materiais recicláveis.

No centro de tudo, num infindável jogo de cores, que pode ser personalizado à medida dos “gostos de cada pessoa”, está a lã de Arraiolos. Esta é uma “matéria-prima natural, cem por cento ecológica”, e que tem na forma como é fiada um dos seus pontos fortes.
“É um material completamente resistente”, que permite ser adaptado aos assentos, encostos e tampos do mobiliário da “Água de Prata” e que confere “resultados fantásticos”, diz João Bruno.
Os clientes têm sido conquistados, assim como os arquitetos de interiores, com quem colabora em encomendas específicas para casas, restaurantes ou pequenas unidades de turismo rural.
“A lã, sendo um material quente, uma matéria-prima natural, provoca uma sensação agradável nas pessoas. Portanto, automaticamente, as pessoas reagem positivamente a ela”, afiança.
A comunicação social, mundo a que antigamente João Bruno pertencia, tem acompanhado o seu trabalho e até “apareceu”, recentemente, na revista norte-americana Wallpaper. Atenção que, assegura, não o leva a sentir-se tentado em regressar à profissão de “tecelão” de notícias.


http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/ex-jornalista-teceu-uma-nova-vid_2393.html 2011/01/30

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Um Feliz Natal

Passagem de ano

Presépio

Pémio Internacional - Iluminação do Centro Histórico de Arraiolos


Prémio Auroralia – organizado em conjunto pela LUCI e pela Schréder – que premeia as melhores iniciativas em termos de iluminação urbana sustentável, teve na sua edição de 2011, dezanove nomeações, de diversos países,nomeadamente, da Escócia, Colômbia, Itália, Polónia, Croácia, Hungria, Grã-Bretanha, Ucrânia, Áustria, Bélgica, Japão, Índia, México, Alemanha e Espanha.
O júri independente composto por representantes da imprensa especializada escolheu atribuir os prémios a Arraiolos (Portugal), Nivelles (Bélgica) e St Helens (Reino Unido) assim como uma menção especial a Remchingen (Alemanha).
O prémio é atribuído de acordo com critérios definidos em função da minimização do impacto ambiental do projecto – nomeadamente quantificado pela redução das emissões de CO2 – pela sua inserção no seio de um plano mais vasto, a sua pertinência sócio-económica, a sua dimensão educativa e a sua originalidade.
A iluminação urbana no centro histórico integra-se no projecto de salvaguarda, valorização e requalificação de Arraiolos, promovido pela Câmara Municipal de Arraiolos, sendo que esta nova iluminação, com a mais moderna tecnologia de LED, associada a um sistema de telegestão representa uma mais valia na eficiência energética do nosso concelho.

terça-feira, setembro 27, 2011

Mostra Gastronomica 2011

A  gastronomia arraiolense e alentejana, com qualidade reconhecida e abrangente nas várias vertentes – pratos típicos e doces conventuais - fortemente marcada pela influência Mediterrânica, onde o azeite, o pão e o vinho são ingredientes quase omnipresentes, tem nesta iniciativa da Câmara Municipal de Arraiolos um importante veículo de dinamização.A iniciativa decorre no Arraiolos Multiusos e integra ainda o Festival da Empada e a Feira do Tapete de Arraiolos.

ERMIDA DE SÃO GENS

Situada em courelas de Eduardo Queiroga a vila 3 km da vila do Vimieiro, a ela chagando-se facilmente pela EN n.º 4 (troço Arraiolos - Vimieiro).

A data da sua fundação não é conhecida, contudo pelas características construtivas parece recuar ao século XVII.

A mesma encontra-se em ruínas, com se pode ver na foto.

Edificada num sítio altivo, pode-se desfrutar de toda a paisagem envolvente.

A Ermida tem planta quadrangular, de alvenaria, com singelo portal em granito, telhado de linhas radiadas.

Segundo o mesmo autor, o seu interior era branco, contudo ainda notório, alguns vestígios de escaiolas coloridas, sobretudo nas pilastras do altar. Este é composto por três altares.

38º48´53.43´´N
7º51´30.35´´O

Palácio dos Condes de Vimieiro

           Era o palácio dos condes de Vimieiro, antiga pousada no século XVI, actualmente ocupado pela Santa Casa da Misericórdia do Vimieiro, com designação de Imóvel de Interesse Municipal.
No século XVI, D. Sancho de Faro e Sousa, marechal de campo e governador militar de Estremoz efectuou obras de ampliação, onde passou a viver com sua esposa, a ilustre poetisa Teresa de Melo Breyner.

Edifício de dois corpos de planta rectangular, de dois pisos, um terraço e um jardim. Os alçados principais são compostos por janelas de sacada e de peito, marmoreado.
Na varanda existe um relógio-da-sol, de mármore branco, cúbico, datado de 1725.

No já referido jardim, existe uma Fonte – obelisco. Foi dedicada à 4ª Condessa de Vimieiro, D. Teresa Josefa de Melo Breyner.

A fonte é constituída por uma grande taça de mármore, levantando-se ao centro sobre uma base de basalto um pedestral quadrangular ornado de quatro carrancas, que sustenta uma pirâmide quadrada de nove metros de altura, de mármore, tendo no vértice uma pinha. Os baixos-relevos da base da pirâmide são alusivos às Artes, Letras e Ciências séc. XVIII.

O Palácio tinha belos jardins, enaltecidos pela Poesia e pela literatura setecentista, onde existiam bosquetes, áleas de canteiros de flores variadas e escolhidas, buxos, escadas caprichosa, uma urna piriforme, com ornatos adosselados, dedicada as Luís de Camões.
 
30º50´00.10´´N 
                                                                       7º50´18.03´´O
38º9´5´8.30´´N
7º50´16.42´´O
38º49´56.08´´N
7º50´14.77´´O
                                              

quarta-feira, julho 20, 2011

Feira do Vimieiro 2011

Nos próximos dia 6, 7 e 8 de Agosto realiza-se mais uma edição da Feira do Vimieiro no Parque Urbano da vila.

Durante estes dias, realizar-se-ão diferentes actividades desportivas. Realço o passeio de Pasteleiras dia 6, com concentração prevista junto à Junta de Freguesia do Vimieiro.

Relativamente a espectáculos o nome mais sonante é o Emanuel dia 7.

Para mais informações consultar o site oficial da respectiva junta http://freguesiavimieiro.com/paginas/inicio/inicio.htm

quinta-feira, junho 30, 2011

Feira de São Boaventura 2011

A tradicional e secular feira franca, designada Feira S. Boaventura, à qual se junta a 14ª Mostra de Actividades Económicas do Concelho de Arraiolos.
No Arraiolos Multiusos estarão representadas actividades tão diversas como o são, entre outras, a metalomecanica; a serralharia civil; materiais de construção civil; comércio alimentar; material eléctrico; mobiliário; panificação, enchidos, queijos e outros produtos locais e artesanais.
Poderá gostar também de: www.gmail.com

Pode interessar também:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...