quinta-feira, maio 09, 2013
Arraiolos por Olimpia Garcia
Ò Arraiolos branquinha
Tens valor e muita graça
Tu tens um lindo castelo
E um pelourinho na praça.
Também tens lindos tapetes
Com lindas flores flores bordadas
Com tanta montra bonita
Tinhas as tuas ruas enfeitadas.
Também tens a Fonte da Pedra
Com as bicas a correr
Que é uma beleza rara
e dá água para beber
Também tens filhos ilustres
Assim foi Cunha Rivara
Pessoa de bom coração
Que a nada virou a cara.
O Simão Dordio Gomes
Que foi um grande pintor
Que com seus lindos quadros
Te deu bastante valor
Tua beleza afinal
Não fica só por aqui
Tens um monumento da tapeteira
Como ele ainda não vi
Foi uma homenagem justa
Como ela ainda não há igual
Ela te deu fama e glória
Só com agulha e dedal.
Portugal, em geral, é uma país de poetas. O concelho de Arraiolos não é excepção e em todo o concelho existem poetas populares.
Este poema, é da Dona Olimpia Garcia.
Tens valor e muita graça
Tu tens um lindo castelo
E um pelourinho na praça.
Também tens lindos tapetes
Com lindas flores flores bordadas
Com tanta montra bonita
Tinhas as tuas ruas enfeitadas.
Também tens a Fonte da Pedra
Com as bicas a correr
Que é uma beleza rara
e dá água para beber
Também tens filhos ilustres
Assim foi Cunha Rivara
Pessoa de bom coração
Que a nada virou a cara.
O Simão Dordio Gomes
Que foi um grande pintor
Que com seus lindos quadros
Te deu bastante valor
Tua beleza afinal
Não fica só por aqui
Tens um monumento da tapeteira
Como ele ainda não vi
Foi uma homenagem justa
Como ela ainda não há igual
Ela te deu fama e glória
Só com agulha e dedal.
Portugal, em geral, é uma país de poetas. O concelho de Arraiolos não é excepção e em todo o concelho existem poetas populares.
Este poema, é da Dona Olimpia Garcia.
quarta-feira, maio 08, 2013
terça-feira, abril 30, 2013
O MAIOR TAPETE DE ARRAILOS ESTENDIDO AO MUNDO
A festa anual do "Tapete está na Rua" está quase ai, será que as tapeteiras conseguiram terminar o Maior Tapete de Arraiolos Estendido no Mundo? Certamente que sim.
Infelizmente, a alguns anos que não consigo estar presente nesta altura. Espero conseguir ir este ano e, ver esta maravilhosa peça de arte tradicional em dimensões que fazem lembrar as obras de mais consagrada artista plástica portuguesa, Joana Vasconcelos.
http://www.youtube.com/watch?v=PuoY1G6t2is - 2013-04-30
Infelizmente, a alguns anos que não consigo estar presente nesta altura. Espero conseguir ir este ano e, ver esta maravilhosa peça de arte tradicional em dimensões que fazem lembrar as obras de mais consagrada artista plástica portuguesa, Joana Vasconcelos.
http://www.youtube.com/watch?v=PuoY1G6t2is - 2013-04-30
sexta-feira, abril 26, 2013
quarta-feira, abril 24, 2013
Bibliografia
Os “artigos” que constam neste blog, na sua maioria, foram feitos com consulta bibliográfica, consulta em site, panfletos, etc. Se alguém estiver interessado em saber qual a bibliografia consultada em algum “artigo” envie uma mensagem para o e-mail arraiolosbranquinha@gmail.com que enviarei a bibliografia consultada.
PAÇOS DO CONCELHO
Edificado o castelo, dentro dele ficou morando a flor da povoação; aí
devia de ser a Casa da Câmara e os outros estabelecimentos público.
Contudo a vila cresceu nos arrabaldes do castelo, com tal era necessário
que a câmara se situasse num sítio mais acessível.
A 12 de Julho de 1532 foi comprado o edifício,
onde ainda hoje é a Câmara.
Esta localiza-se na praça Dr. Lima
e Brito.
Em Dezembro de 2002, iniciaram-se obras de remodelação da Praça,
tornando-a num espaço mais agradável para todos.
Fonte da foto: http://www.panoramio.com/photo/50424170?tag=Arraiolos - 2014-04-2013
Coordenadas: 38º43´31.47”N
Fonte da foto: http://www.panoramio.com/photo/50424170?tag=Arraiolos - 2014-04-2013
Coordenadas: 38º43´31.47”N
7º59´04.76”O
segunda-feira, abril 15, 2013
domingo, abril 14, 2013
Classificação de Imóvel de Interesse Público da Igreja de Santa Clara - Sabugueiro
O interior conserva painéis de azulejos policromos alusivos à Paixão de Cristo nas paredes da nave, e profusa decoração barroca na capelamor, dominada por uma representação do Calvário concordante com
a temática azulejar. Merecem particular destaque a abóbada da nave, inteiramente coberta por pinturas murais seiscentistas de cromatismo
cuidado e desenho ingénuo mas vigoroso, e o interessante conjunto de
frescos da cúpula da capela-mor, com motivos geométricos de inspiração
clássica.
A classificação da Igreja de Santa Clara do Sabugueiro reflete os critérios constantes do artigo 17.° da Lei n.° 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu interesse como testemunho simbólico e religioso, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco e à sua conceção arquitetónica e urbanística.
A zona urbana do imóvel, e a sua fixação visa salvaguardar o seu enquadramento e as leituras de vistas.
Foram cumpridos os procedimentos de audição dos interessados, previstos no artigo 27.° da Lei n.° 107/2001, de 8 de setembro, e nos artigos 25.° e 45.° do Decreto-Lei n.° 309/2009, de 23 de outubro,
alterado pelo Decreto-Lei n.° 265/2012, de 28 de dezembro, de acordo com o disposto nos artigos 100.° e seguintes do Código do Procedimento Administrativo.
Assim:
Sob proposta dos serviços competentes, nos termos do disposto no artigo 15.°, no n.° 1 do artigo 18°, no n.° 2 do artigo 28° e no artigo 43° da Lei n.° 107/2001, de 8 de setembro, conjugado com o disposto no n.° 2 do artigo 30.° e no n.° 1 do artigo 48.° do Decreto- Lei n.° 309/2009, de 23 de outubro, alterado pelo Decreto-Lei n.° 265/2012, de 28 de dezembro, e no uso das competências conferidas pelo n.° 11 do artigo 10.° do Decreto-Lei n.° 86-A/2011, de 12 de julho, manda o Governo, pelo Secretário de Estado da
Cultura, o seguinte:
Artigo 1°
Classificação
É classificada como monumento de interesse público a Igreja de Santa Clara do Sabugueiro, no Largo de Santa Clara, Sabugueiro, freguesia do Sabugueiro, concelho de Arraiolos, distrito de Évora, conforme planta de delimitação constante do anexo à presente portaria e que desta fazparte integrante.
Artigo 2°
Zona especial de proteção
E fixada a zona especial de proteção do monumento referido no artigo anterior, conforme planta de delimitação constante do anexo à presente portaria e que desta faz parte integrante.
1 de abril de 2013. — O Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto
Xavier.
http://dre.pt/pdf2sdip/2013/04/071000000/1196011960.pdf - 2013-04-14
Foto: http://www.cm-arraiolos.pt/en/conteudos/municipality/history/igreja%20sabugueiro.htm - 2013-04-14
Foto: http://www.cm-arraiolos.pt/en/conteudos/municipality/history/igreja%20sabugueiro.htm - 2013-04-14
quarta-feira, março 27, 2013
Gafanhori 'O' Meeting 2013
Para verem os resultados e fotos desta prova de orientação cliquem no linkg.
http://gom13.gafanhori.pt/ - 23013-03-23
terça-feira, março 26, 2013
Edição "O Tapete está na rua ´13"
Brevemente mais uma edição da iniciativa "O Tapete está na rua".
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10200460304502265&set=a.1358928825384.47752.1596421652&type=1&ref=nf - 2013-00-26
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10200460304502265&set=a.1358928825384.47752.1596421652&type=1&ref=nf - 2013-00-26
“O Tapete está na Rua” tem como objectivo promover – salvaguardar, divulgar e dar a conhecer – os “saberes e saberes fazer”, que numa região, as gentes souberam ou puderam expressar, é mais valia necessária e indispensável a todo e qualquer processo de desenvolvimento integrado, seja qual o âmbito que circunscreve (local, regional, nacional).
“O Tapete está na Rua” é um evento é promovido pelo Município de Arraiolos e integra um vasto conjunto de actividades culturais, nomeadamente espectáculos, exposições, colóquios e debates, com especial destaque para a “Mostra de Tapetes de Arraiolos".
“O Tapete está na Rua” é um evento é promovido pelo Município de Arraiolos e integra um vasto conjunto de actividades culturais, nomeadamente espectáculos, exposições, colóquios e debates, com especial destaque para a “Mostra de Tapetes de Arraiolos".
Esta iniciativa pretende trazer para Arraiolos desenvolvimento sócio-económico e cultural através da mostra “Tapetes de Arraiolos” que se realiza no Centro Histórico da Vila, dando a conhecer o artesanato, a gastronomia e outros produtos locais.
Através de exposições e diversas actividades, este certame pretende salvaguardar, preservar e divulgar a qualidade e diversidade da identidade arraiolense e alentejana, valorizando o artesanato mais genuíno “O Tapete de Arraiolos” que tem transitado de geração em geração.
O Tapete está na Rua chama à Vila de Arraiolos todos os visitantes, para que lhes possa mostrar as potencialidades para o turismo de qualidade.
O Centro Histórico de Arraiolos abre, assim, as suas portas e dá a conhecer o que de melhor existe no concelho, destacando os mundialmente conhecidos Tapetes de Arraiolos.
Os largos e as ruas abrem-se em mostras e exposições que reflectem a diversidade cultural dos que o Alentejo viu nascer ou daqueles que encontraram nestas terras fonte de inspiração.
Nesta óptica, o projecto “O tapete está na Rua”, mais do que evento pontual de valorização e promoção das representações culturais locais, pretende afirmar-se como proposta de intervenção cultural abrangente, onde a componente “viabilização de um melhor e maior desenvolvimento sócio-económico” é elemento preocupante.
Os largos e as ruas abrem-se em mostras e exposições que reflectem a diversidade cultural dos que o Alentejo viu nascer ou daqueles que encontraram nestas terras fonte de inspiração.
Nesta óptica, o projecto “O tapete está na Rua”, mais do que evento pontual de valorização e promoção das representações culturais locais, pretende afirmar-se como proposta de intervenção cultural abrangente, onde a componente “viabilização de um melhor e maior desenvolvimento sócio-económico” é elemento preocupante.
Os tapetes de Arraiolos, têxteis bordados de qualidade são, de há séculos, imagem de marca a que a vila e o concelho são indissociáveis.
Arte antiga feita de muitos “saberes” e um mesmo “saber fazer” que artesãs exímias souberam construir.
http://www.cm-arraiolos.pt/pt/conteudos/o+concelho/Tapete+de+Arraiolos/O+Tapete+esta+na+Rua.htm - 2013-03-26
segunda-feira, março 25, 2013
terça-feira, fevereiro 26, 2013
ALDEIA da TERRA inaugura réplica do SOLAR de SEMPRE NOIVA
http://aldeiadaterrajardimdeesculturas.blogspot.pt/2013/02/aldeia-da-terra-inaugura-replica-do.html?spref=fb - 2013-02-26
Para mais informações sobre a localização, arquitetura, fotos e lendas associadas ao Solar da Sempre Noiva, podem consultar os posts:
http://arraiolosbranquinha.blogspot.pt/2007/03/solar-da-sempre-noiva.html
http://arraiolosbranquinha.blogspot.pt/2007/03/solar-da-sepre-noiva.html
http://arraiolosbranquinha.blogspot.pt/2007/03/lenda-da-sempre-noiva.html
domingo, fevereiro 24, 2013
Gafanhori 'O' Meeting 2013
O Gafanhori - Clube de Orientação da
Gafanhoeira - Arraiolos organiza nos dias 23 e 24 de Março de 2013 o evento
Gafanhori 'O' Meeting 2013.
Este é um evento de Orientação Pedestre nível 1, integrado na
Taça de Portugal da modalidade, aberto à participação de pessoas de qualquer
idades, seja em escalões de competição, abertos ou principantes, de forma
individual ou em grupo.
Provas de elevada qualidade técnica em locais agradáveis para a
prática da modalidade e com características diferentes em si, esperam os
participantes neste evento que o Gafanhori espera ser do agrado de todos.
http://gom13.gafanhori.pt/noticias/ler/4 - 2013-02-24
terça-feira, fevereiro 19, 2013
Navio com o nome Arraiolos
Fotografia do navio-motor ARRAIOLOS, terceiro dos seis gémeos da famosa classe "A" da Sociedade Geral, construídos em Sunderland para a empresa do Grupo CUF a seguir à Segunda Guerra Mundial. Foi um dos navios que integrou o "Despacho 100" de Agosto de 1945.
Em 1972 o navio integrou a frota da Companhia Nacional de Navegação que o vendeu em 1976 a interesses cipriotas. Foi desmantelado em 1978 no Paquistão.
Em 1972 o navio integrou a frota da Companhia Nacional de Navegação que o vendeu em 1976 a interesses cipriotas. Foi desmantelado em 1978 no Paquistão.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
http://lmcshipsandthesea.blogspot.pt/2008/09/cargueiro-arraiolos-de-1948.html - 2013-02-19
quinta-feira, janeiro 24, 2013
Exposição "Tapetes de Arraiolos" inaugura na Galeria da Casa de Burgos
No próximo dia 24 de janeiro, pelas 18h, inaugura na Galeria de Exposições da Casa de Burgos, em Évora, a exposição "Tapetes de Arraiolos", organizada pela Direção Regional de Cultura do Alentejo e Câmara Municipal de Arraiolos, com apoio do Município de Portalegre, Museu Nacional de Arte Antiga, Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, Museu de Évora e Centro Hércules.
No âmbito da exposição que estará patente até dia 28 de fevereiro, realizar-se-ão duas conferências:
31 de janeiro - 18h - À Redescoberta dos Materiais dos Tapetes de Arraiolos, proferida por Cristina Dias, Professora de Química da Universidade de Évora e responsável/investigadora do Laboratório Hércules;
31 de janeiro - 18h - À Redescoberta dos Materiais dos Tapetes de Arraiolos, proferida por Cristina Dias, Professora de Química da Universidade de Évora e responsável/investigadora do Laboratório Hércules;
14 de fevereiro - 18h - proferida por Teresa Pacheco Pereira, conservadora do Museu Nacional de Arte Antiga.
Horário para visita:Dias úteis das 9h às 12h30 e das 14h às 18h00 - Entrada livre
Mais informação
Mais informação
Os tapetes de Arraiolos são uma ancestral expressão artística produzida através de técnicas artesanais. Uma arte ornamental que se perpetuou no tempo e que constitui uma das grandes referências das artes decorativas portuguesas.
A OrigemDa sua origem histórica apenas se tem como indubitável que foi na vila de Arraiolos que se iniciou a produção. Os testemunhos mais remotos do bordado arraiolense são exemplares com datação atribuída ao século XVII e uma referência documental de 1598.
Ao longo do século XX, alguns autores apresentaram teses explicativas da origem dos tapetes de Arraiolos, embora nenhuma fundamentada em provas documentais, sendo apenas substanciadas em inferições dos próprios autores assentes em possíveis indícios e hipóteses históricas. De entre as várias teses conhecidas, a mais consistente é a de que teriam sido mouros convertidos ao Cristianismo a bordar os primeiros tapetes de Arraiolos.
Nos séculos XIV e XV, na comuna muçulmana de Lisboa, há registo da existência de tapeteiros mouros que pela qualidade do seu trabalho recebiam benesses e usufruíam de privilégios atribuídos pelos monarcas portugueses. Aos nossos dias não chegaram exemplares nem descrições dos tapetes produzidos por esses tapeteiros, pelo que se presume, com base no que se sabe sobre tapeteiros coevos de Castela, que fariam tapetes de nós, tecidos em teares e com desenhos e esquemas decorativos influenciados pelos tapetes turcos que no século XIV começaram a chegar à Europa via porto de Veneza e daí foram reexportados para a Península Ibérica.
Após 1496, ano em que D. Manuel I decretou a expulsão do território português ou conversão ao Cristianismo de mouros e judeus, não há conhecimento de qualquer documento que faça referência aos tapeteiros mouros de Lisboa. Esse facto e a nítida influência de desenhos e motivos orientais nos tapetes de Arraiolos mais antigos espoletou a teoria de que esses tapeteiros, como de facto aconteceu com muitos judeus e muçulmanos convertidos ao Cristianismo, teriam migrado para Sul, historicamente mais tolerante a nível religioso, e se teriam estabelecido em Arraiolos. Assim, com base nesta teoria, teriam sido muçulmanos convertidos ao Cristianismo, cristãos-novos, a dar início à produção de tapetes de Arraiolos. Para justificação dos tapetes serem bordados e não de nós, surgiu o credível argumento de que teriam optado por não manter uma técnica que poderia ser associada à sua anterior cultura, uma medida de salvaguarda muito usual nas minorias convertidas.
Ao longo do século XX, alguns autores apresentaram teses explicativas da origem dos tapetes de Arraiolos, embora nenhuma fundamentada em provas documentais, sendo apenas substanciadas em inferições dos próprios autores assentes em possíveis indícios e hipóteses históricas. De entre as várias teses conhecidas, a mais consistente é a de que teriam sido mouros convertidos ao Cristianismo a bordar os primeiros tapetes de Arraiolos.
Nos séculos XIV e XV, na comuna muçulmana de Lisboa, há registo da existência de tapeteiros mouros que pela qualidade do seu trabalho recebiam benesses e usufruíam de privilégios atribuídos pelos monarcas portugueses. Aos nossos dias não chegaram exemplares nem descrições dos tapetes produzidos por esses tapeteiros, pelo que se presume, com base no que se sabe sobre tapeteiros coevos de Castela, que fariam tapetes de nós, tecidos em teares e com desenhos e esquemas decorativos influenciados pelos tapetes turcos que no século XIV começaram a chegar à Europa via porto de Veneza e daí foram reexportados para a Península Ibérica.
Após 1496, ano em que D. Manuel I decretou a expulsão do território português ou conversão ao Cristianismo de mouros e judeus, não há conhecimento de qualquer documento que faça referência aos tapeteiros mouros de Lisboa. Esse facto e a nítida influência de desenhos e motivos orientais nos tapetes de Arraiolos mais antigos espoletou a teoria de que esses tapeteiros, como de facto aconteceu com muitos judeus e muçulmanos convertidos ao Cristianismo, teriam migrado para Sul, historicamente mais tolerante a nível religioso, e se teriam estabelecido em Arraiolos. Assim, com base nesta teoria, teriam sido muçulmanos convertidos ao Cristianismo, cristãos-novos, a dar início à produção de tapetes de Arraiolos. Para justificação dos tapetes serem bordados e não de nós, surgiu o credível argumento de que teriam optado por não manter uma técnica que poderia ser associada à sua anterior cultura, uma medida de salvaguarda muito usual nas minorias convertidas.
Evolução decorativaPara se fazer uma análise à evolução histórica da decoração dos tapetes de Arraiolos é obrigatório que o ponto de partida sejam os tapetes com datação mais antiga, os exemplares do século XVII.
Os tapetes de Arraiolos seiscentistas tiveram os tapetes turcos e, principalmente, os tapetes persas existentes em solo português como grandes fontes de inspiração, tal como as colchas indo-portuguesas e alguns padrões azulejares. Também os tapetes "indo-persas", de produção indiana, e algumas decorações de tapetes espanhóis terão influenciado a produção de exemplares arraiolenses, no entanto, tanto os tapetes indianos como os espanhóis são também eles inspirações persas e turcas, respetivamente, pelo que terão sido fontes de difusão daquelas decorações, mas não influências decorativas diretas e originais. Mas o orientalismo foi somente uma fonte inspiradora, pois o bordado arraiolense não produziu cópias, apenas aproveitou desenhos, padrões e motivos decorativos orientais, tendo sempre uma premissa determinante: a recriação livre dos pressupostos estéticos e estilísticos da arte oriental.
A primeira metade do século XVIII foi um período de transição no que se refere às composições decorativas e desenhos produzidos. Houve um gradual afastamento das influências orientais, em que apesar de se manter a utilização de motivos e esquemas decorativos de inspiração oriental, começam simultaneamente a surgir motivos decorativos de feição local. Obviamente que essas alterações decorativas e estéticas nos desenhos dos tapetes de Arraiolos não foram mudanças bruscas, foi uma tendência, um processo progressivo.
Quando chegamos à segunda metade do século XVIII, os desenhos orientais desaparecem quase por completo das composições e alguns motivos decorativos de origem oriental surgem estilizados, com formas e dimensões diferentes das tradicionais. A essa época, em que houve um drástico afastamento dos cânones tradicionais de inspiração oriental e em que a esquematização decorativa dos tapetes provinha quase exclusivamente da criatividade das pessoas de Arraiolos, é comum chamar-se "Período Popular", o qual se pode balizar entre 1750 e finais do século XIX.
No final do século XIX, a produção de tapetes de Arraiolos atravessou uma fase crepuscular, tendo estado perto da total extinção. As tapeteiras eram cada vez menos e a produção era quase inexistente. É então que, em 1897, tem início um processo levado a cabo por colecionadores e apreciadores de arte da alta burguesia que veio a ser denominado de "ressurgimento do tapete de Arraiolos", incentivando-se a produção de novos exemplares e a sua divulgação. Esse processo de "ressurgimento" viria a ter em 1917 o seu mais importante evento, com a realização de uma grande exposição de tapetes de Arraiolos no Convento do Carmo, em Lisboa.
Com toda essa dinâmica do início do século XX, o número de tapeteiras aumentou e nos anos que se seguiram bordaram-se muitos tapetes. Copiaram-se exemplares de outras épocas e criaram-se novos desenhos, embora não se possa afirmar que haja um estilo artístico ou tipologias de desenhos característicos do "ressurgimento".
Os tapetes de Arraiolos seiscentistas tiveram os tapetes turcos e, principalmente, os tapetes persas existentes em solo português como grandes fontes de inspiração, tal como as colchas indo-portuguesas e alguns padrões azulejares. Também os tapetes "indo-persas", de produção indiana, e algumas decorações de tapetes espanhóis terão influenciado a produção de exemplares arraiolenses, no entanto, tanto os tapetes indianos como os espanhóis são também eles inspirações persas e turcas, respetivamente, pelo que terão sido fontes de difusão daquelas decorações, mas não influências decorativas diretas e originais. Mas o orientalismo foi somente uma fonte inspiradora, pois o bordado arraiolense não produziu cópias, apenas aproveitou desenhos, padrões e motivos decorativos orientais, tendo sempre uma premissa determinante: a recriação livre dos pressupostos estéticos e estilísticos da arte oriental.
A primeira metade do século XVIII foi um período de transição no que se refere às composições decorativas e desenhos produzidos. Houve um gradual afastamento das influências orientais, em que apesar de se manter a utilização de motivos e esquemas decorativos de inspiração oriental, começam simultaneamente a surgir motivos decorativos de feição local. Obviamente que essas alterações decorativas e estéticas nos desenhos dos tapetes de Arraiolos não foram mudanças bruscas, foi uma tendência, um processo progressivo.
Quando chegamos à segunda metade do século XVIII, os desenhos orientais desaparecem quase por completo das composições e alguns motivos decorativos de origem oriental surgem estilizados, com formas e dimensões diferentes das tradicionais. A essa época, em que houve um drástico afastamento dos cânones tradicionais de inspiração oriental e em que a esquematização decorativa dos tapetes provinha quase exclusivamente da criatividade das pessoas de Arraiolos, é comum chamar-se "Período Popular", o qual se pode balizar entre 1750 e finais do século XIX.
No final do século XIX, a produção de tapetes de Arraiolos atravessou uma fase crepuscular, tendo estado perto da total extinção. As tapeteiras eram cada vez menos e a produção era quase inexistente. É então que, em 1897, tem início um processo levado a cabo por colecionadores e apreciadores de arte da alta burguesia que veio a ser denominado de "ressurgimento do tapete de Arraiolos", incentivando-se a produção de novos exemplares e a sua divulgação. Esse processo de "ressurgimento" viria a ter em 1917 o seu mais importante evento, com a realização de uma grande exposição de tapetes de Arraiolos no Convento do Carmo, em Lisboa.
Com toda essa dinâmica do início do século XX, o número de tapeteiras aumentou e nos anos que se seguiram bordaram-se muitos tapetes. Copiaram-se exemplares de outras épocas e criaram-se novos desenhos, embora não se possa afirmar que haja um estilo artístico ou tipologias de desenhos característicos do "ressurgimento".
http://www.cultura-alentejo.pt/destaques,0,2162.aspx - 2013-01-24
segunda-feira, janeiro 21, 2013
quinta-feira, janeiro 17, 2013
Ernida de São Romão
Está situada no antigo Rossio da vila, actual Praça da Republica. É
talvez a mais antiga das ermidas da terra.
Edifício dos alvores do quinhentismo, no ano de 1572 tinha nartex e nave
gótica, mas no princípio do século XVII sofreu importantes modificações
originada, talvez pela ruína desses corpos.
Segundo o mesmo autor, é notoriamente um exemplar com traços marcados da
arquitectura alentejana. Composta por empena triangular fortemente rebocada a
cal, portado granítico, ornado superiormente por obra de estuque relevada,
barroca; adro composto por três degraus em granito, como se pode constatar na foto.
O seu interior encontra-se a nave, de forma rectangular, coberta de tecto
redondo, guarnecida de caixotões quadrangulares, de desenho clássico dos
últimos anos do quinhentismo.
A capela-mor de secção retângula, precedida de arco de volta perfeita, é
vestígio gótico-manuelino arcaizante.
O altar, de estuque
policromado é obra tardia do século XVIII, com colunata do estilo coríntio e
frontão recortado e de desenho de certa pompa, conserva, na parte central a padroeira
Nossa Senhora dos Remédios, lateralmente, em nichos adosselados, as imagens de
madeira estofada de São Romão e Santo António, ambas vulgares mas muito antigas.
Coordenadas: 38º43´23.38´´N
7º59´05.10´´N
Casa do Capitão-Mor
Situada na Praça da Republica, foi edificada, muito possivelmente, nos
finais do século XVIII, contribuindo para a renovação arquitectónica do Rossio,
espaço que comunga com a ermida de São Romão.
Esta foi edificada para residência
do Capitão-Mor de Arraiolos, Manuel José Mendes de Carvalho.
Serviu, também, nos
princípios de novecentos de casa da Mala-Posta.
Em 1956, o
rés-do-chão do edifício foi ocupado pelos Bombeiros Voluntários.
Desde Dezembro de 2001, acolhe a Biblioteca Municipal de Arraiolos.
É um exemplo da arquitectura civil da época. Constituída por uma planta
rectangular, configuração simples. A fachada principal que se pode ver na foto, os
vãos concentram-se ao centro da laçada, alinhando-se as portas e janelas do
piso térreo com as janelas de sacada do andar superior. No alçado lateral,
destaca-se a porta central, com duas janelas de linhas recta. As cornijas que
rematam as janelas são os únicos elementos de destaque do edifício. A alçada
posterior abre-se para um pátio de pequenas dimensões.Desde Dezembro de 2001, acolhe a Biblioteca Municipal de Arraiolos.
Coordenadas: 38º43´23.91´´N
7º59´03.56´´O
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