quinta-feira, outubro 25, 2012

Fenómeno meteorológico ocorreu na zona de Igrejinha, em Arraiolos

Rajadas fortes de vento fustigaram hoje o concelho de Arraiolos, na zona de Igrejinha, arrancando mais de cem sobreiros e azinheiras, muitos de grande porte, e as coberturas de dois edifícios, revelou um vereador do município.

Armando Oliveira, vereador da Câmara de Arraiolos com a tutela da Proteção Civil, explicou à agência Lusa que o fenómeno meteorológico, que não causou danos pessoais, aconteceu «por volta das 13:00», perto da localidade de Igrejinha, em direção a Azaruja (Évora).

«O que sei é que foi um fenómeno atmosférico fora do normal, que provocou estragos numa extensão de mais de três quilómetros e com mais de 200 metros de largura», adiantou.

Os ventos fortes, segundo o vereador, «apanharam pelo menos duas herdades», onde arrancaram mais de cem árvores, «sobretudo sobreiros e azinheiras de grande porte».

«Algumas das árvores foram arrancadas pela raiz e foram projetadas vários metros. Havia mesmo ramos projetados a dezenas de metros», acrescentou.

Além disso, disse, «duas ou três ovelhas também foram projetadas e sofreram ferimentos».

As rajadas de vento afetaram ainda um casão agrícola, arrancando «totalmente a cobertura de telha», e uma fábrica de descasque de nozes, em que «o portão ficou metido para dentro e parte da cobertura do telhado, em chapa, voou».

«E, por causa da queda das árvores, uma parte do alcatrão da estrada municipal que liga Igrejinha à Azaruja também sofreu danos», revelou o vereador.

Armando Oliveira explicou ainda que as autoridades foram alertadas para a situação «por uma pessoa que comunicou que havia muitos danos na via pública», tendo ainda uma mulher, residente num monte próximo, observado o fenómeno.

«Essa senhora diz que caía muita chuva e que viu uma espiral de vento, como se fosse um tornado. E que o fenómeno não durou mais de um minuto, no máximo», relatou.

Contactado pela Lusa, o Instituto de Meteorologia (IM) limitou-se a confirmar que, naquela zona alentejana, «passou ao início da tarde uma nuvem com grande desenvolvimento vertical, que poderá ter causado a ocorrência de fenómenos extremos».

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/vento-mau-tempo-arvores-arraiolos-ultimas-noticias-tvi24/1386976-4071.html - 2012/10/25

Bibliografia

Os “artigos” que constam neste blog, na sua maioria, foram feitos com consulta bibliográfica, consulta em site, panfletos, etc. Se alguém estiver interessado em saber qual a bibliografia consultada em algum “artigo” envie uma mensagem para o e-mail arraiolosbranquinha@gmail.com que enviarei a bibliografia consultada.

ERMIDA DE SANTO ESTÊVÃO


A Ermida de Santo Estêvão, vulgarmente denominada de Nª Sr.ª das Necessidades, fica na Herdade das Hortas, a cerca de 5 km de Arraiolos e atinge-se pela Estrada Nacional nº 4.
A antiga capela já existente no ano de 1534, sofreu profundas modificação arquitetónicas na 2ª metade do séc. XVII.
Nos alvores de setecentos, devido à profunda devoção de uma imagem de Nª Sr.ª das Necessidades, oferecida ao templo, a respetiva confraria, que era abastada, conseguiu promover, com aparato, solenes festividades anuais, que se transformaram pouco a pouco a romaria em sítio de peregrinação regional e promoveu, no último quartel da centúria, volumosas transformações arquitetónicas. 
Atualmente encontra-se em ruínas, como se pode ver nas fotos.
A silhueta exterior do edifício, ainda se pode ler numa chaminé a data de 1873. A ermida olha a ocidente, disposta com nártex de três arcos, arcadas redondas e frontão triangular. Remates pinaculares, populistas.
O interior da Ermida é de uma só nave, dispõe-se de planta retângular com cobertura de meio canhão.






Coordenadas: 38º42´50.54´´N
                        8º03´29.49´´O


quarta-feira, outubro 24, 2012

IGREJA DE SÃO PEDRO


Igreja dedicada a São Pedro Apóstolo, a existente substituiu um primeiro edifício gótico, é obra da última vintena do séc. XVI, fundada pelo arcebispo de Évora D. Teotónio de Bragança, que absorveu, sem destruição integral a abside manuelina. Já estava em construção no ano de 1586.
A frontaria axial, singela é limitada por pilares de granito, degraus de pedra, com frontão quebrado e de insígnias de S. PEDRO – as chaves, esfera do Mundo e a cruz, em obra de estuque relevado.
A nave, singular de planta retângula, coberta por tecto de meio canhão com caixotões geométricos divididos em três tramos de arcos forneiros apoiados em mísulas clássicas.


Coordenadas: 38º44´´30.14N
                        8º04´36´07´´O

FREGUESIA DE SÃO PEDRO DA GAFANHOEIRA


A freguesia de São Pedro da Gafanhoeira dista da sede de concelho 10 km e ocupa uma área de cerca de 42,2 km, sendo a sexta freguesia mais pequena. Esta é banhada pela ribeira de Vide e, da constituição da freguesia, fazem parte 28 herdades.
A povoação já existia no século XIII.
D. Dinis, em 1 de Fevereiro de 1290, fez de Pedro Carias povoador de Reguengo de Vide. Na carta que lhe passou, ordenava que desse a terra a quarenta povoadores, muito trabalhadores e somente homens do povo. Estes, por sua vez, teriam de as cultivar, podendo estas passarem para os seus sucessores. A todos estes trabalhadores, D. Dinis impôs foros e concedeu amplos privilégios.
Teve antiquíssima albergaria e hospital de lázaros, administrados por uma confraria de caridade e socorros mútuos, de compromisso legal. A instituição, muito degradada, foi ajudada, por provisão da Junta do Estado da Casa de Bragança, de 17 de Janeiro de 1817 e foi incorporada no hospital da Vila de Arraiolos, com posse em 20 de Abril do mesmo ano (Cartório do Hospital de Arraiolos).
São Pedro da Gafanhoeira fez parte de diversas comarcas, até pertencer, definitivamente, à de Arraiolos.
São Pedro é mais visitada na altura das Festas em Honra do seu padroeiro, São Pedro. No entanto, os seus arredores escondem marcas dos seus antepassados (neolítico) que, juntamente com a paisagem que os envolve, proporciona uma agradável visita à freguesia.




Coordenadas da fonte: 38º42´56.46´´N
                                      8º03´05.06´´O

segunda-feira, maio 21, 2012

O Tapete está na Rua



“O Tapete está na Rua” tem como objectivo promover – salvaguardar, divulgar e dar a conhecer – os “saberes e saberes fazer”, que numa região, as gentes souberam ou puderam expressar, é mais valia necessária e indispensável a todo e qualquer processo de desenvolvimento integrado, seja qual o âmbito que circunscreve (local, regional, nacional).

“O Tapete está na Rua” é um evento é promovido pelo Município de Arraiolos e integra um vasto conjunto de actividades culturais, nomeadamente espectáculos, exposições, colóquios e debates, com especial destaque para a “Mostra de Tapetes de Arraiolos".

Esta iniciativa pretende trazer para Arraiolos desenvolvimento sócio-económico e cultural através da mostra “Tapetes de Arraiolos” que se realiza no Centro Histórico da Vila, dando a conhecer o artesanato, a gastronomia e outros produtos locais.
Através de exposições e diversas actividades, este certame pretende salvaguardar, preservar e divulgar a qualidade e diversidade da identidade arraiolense e alentejana, valorizando o artesanato mais genuíno “O Tapete de Arraiolos” que tem transitado de geração em geração.
O Tapete está na Rua chama à Vila de Arraiolos todos os visitantes, para que lhes possa mostrar as potencialidades para o turismo de qualidade.
O Centro Histórico de Arraiolos abre, assim, as suas portas e dá a conhecer o que de melhor existe no concelho, destacando os mundialmente conhecidos Tapetes de Arraiolos.

Os largos e as ruas abrem-se em mostras e exposições que reflectem a diversidade cultural dos que o Alentejo viu nascer ou daqueles que encontraram nestas terras fonte de inspiração.

Nesta óptica, o projecto “O tapete está na Rua”, mais do que evento pontual de valorização e promoção das representações culturais locais, pretende afirmar-se como proposta de intervenção cultural abrangente, onde a componente “viabilização de um melhor e maior desenvolvimento sócio-económico” é elemento preocupante.
Os tapetes de Arraiolos, têxteis bordados de qualidade são, de há séculos, imagem de marca a que a vila e o concelho são indissociáveis.
Arte antiga feita de muitos “saberes” e um mesmo “saber fazer” que artesãs exímias souberam construir. 

quinta-feira, março 22, 2012

terça-feira, janeiro 31, 2012

Milhares de peixes concentram-se, à superfície, na barragem do Divor em Arraiolos

Milhares de peixes, alguns mortos, têm-se acumulado nas últimas semanas, à superfície da água, junto ao paredão da barragem do Divor, no concelho de Arraiolos (Évora), estando as autoridades a investigar as causas do problema.


A maioria dos peixes "não está a morrer", mas "está à superfície", descreveu à Agência Lusa o vereador da Câmara de Arraiolos Francisco Fortio.
"Os peixes estão todos amontoados, à superfície, com a boca fora de água. Mas o certo é que, se os tentarmos apanhar, fogem", acrescentou.
Escusando-se a avançar uma explicação para o "fenómeno", o autarca fez questão, contudo, de realçar que a água da barragem não serve para abastecimento público das populações.
A situação foi detetada há cerca de três semanas pela Associação dos Regantes e Beneficiários do Divor, adiantou o autarca, referindo que já foram informados o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR e a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Tejo.
Fonte da GNR confirmou à Lusa que o SEPNA está a acompanhar o "problema" e detetou "algumas centenas de peixes mortos, sobretudo carpas e pimpões", tendo alertado "há cerca de oito dias" as entidades competentes sobre a matéria.
A Lusa constatou no local que uma grande quantidade de peixes, sobretudo carpas e pimpões, está concentrada na zona do descarregador da barragem.
O vereador da Câmara de Arraiolos disse que "o veterinário municipal tem feito o acompanhamento quase diário do problema" e que o município está a aguardar indicações das autoridades.
A Lusa contactou a ARH do Tejo, mas não obteve quaisquer esclarecimentos.

http://sicnoticias.sapo.pt/vida/2012/01/31/milhares-de-peixes-concentram-se-a-superficie-na-barragem-do-divor-em-arraiolos - 2011/01/31

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Ex-jornalista "teceu" uma nova vida com lã de Arraiolos

O antigo jornalista João Bruno Videira “esqueceu” as notícias e escolheu “tecer” a vida como artesão e designer. Perto de Évora, inova na aplicação da lã de Arraiolos em peças de mobiliário que já vende pelo mundo fora.


“Através de clientes particulares, há peças em bastantes sítios”, conta à agência Lusa, indicando os Estados Unidos, Brasil, França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Bélgica e até os Emirados Árabes Unidos.
O seu atelier funciona na casa, junto à Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Graça do Divor, à entrada da pequena aldeia do mesmo nome, perto de Évora.
É aí, rodeado pela tranquilidade do campo, apenas perturbada pela ocasional celebração religiosa na vizinha igreja, que decorre esta aventura e para a qual João Bruno criou a marca “Água de Prata”.
O nome escolhido para “assinar” as peças advém do facto de, a curta distância, se situar a nascente da Água de Prata, que antigamente abastecia o aqueduto de Évora.
E a escolha da lã de Arraiolos, que aplica ao mobiliário que restaura e às estruturas de madeira que desenha e manda construir, surgiu de forma casual.

“Adaptei a uma peça de mobiliário, uma cadeira, um novo material, a lã de Arraiolos, até então de uso exclusivo da tapeçaria tradicional”, conta, recordando a primeira criação, cujo velho assento de buinho entrelaçado foi substituído por outra “teia”, formada de lã.
A partir daí, até porque estava “desiludido com o jornalismo”, João Bruno atirou as notícias para o passado e “abraçou” o artesanato: “No instante em que fiz a primeira peça, percebi que tinha um potencial em mãos”.
Das suas mãos começaram a “nascer” cadeiras, mesas, bancos, painéis de parede, que também podem ser cabeceiras de cama, e “puffs” feitos a partir do reaproveitamento de pneus e do desperdício de lã e materiais recicláveis.

No centro de tudo, num infindável jogo de cores, que pode ser personalizado à medida dos “gostos de cada pessoa”, está a lã de Arraiolos. Esta é uma “matéria-prima natural, cem por cento ecológica”, e que tem na forma como é fiada um dos seus pontos fortes.
“É um material completamente resistente”, que permite ser adaptado aos assentos, encostos e tampos do mobiliário da “Água de Prata” e que confere “resultados fantásticos”, diz João Bruno.
Os clientes têm sido conquistados, assim como os arquitetos de interiores, com quem colabora em encomendas específicas para casas, restaurantes ou pequenas unidades de turismo rural.
“A lã, sendo um material quente, uma matéria-prima natural, provoca uma sensação agradável nas pessoas. Portanto, automaticamente, as pessoas reagem positivamente a ela”, afiança.
A comunicação social, mundo a que antigamente João Bruno pertencia, tem acompanhado o seu trabalho e até “apareceu”, recentemente, na revista norte-americana Wallpaper. Atenção que, assegura, não o leva a sentir-se tentado em regressar à profissão de “tecelão” de notícias.


http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/ex-jornalista-teceu-uma-nova-vid_2393.html 2011/01/30
Poderá gostar também de: www.gmail.com

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