quinta-feira, abril 20, 2006

Hospital do Espírito Santo



Este situa-se na praça Dr. Lima e Brito.
É um exemplar de estilo Manuelino do séc. XVI.
O mesmo começo por ser uma camarata para os pobres, com apenas sete camas, e uma para religiosos e peregrinos. Mais tarde foi sujeita a obras e ampliada, contudo o seu volume arquitectónico quase, nada foi alterado.
O portal, granítico, de arco redondo, compõe-se de três ribetes, sendo o externo ornamentado por elementos flóricos.
Capitéis e base do bloco unitários, exuberantemente decorados por bolas, cordas e flores de liz.

As coordenadas segundo o Google Earth: 38º43´33.11´´N
                                                                  7º59´03.71´´O

Breve Referencia Historica da Freguesia de Arraiolos


Arraiolos, localizada a 21 km de Évora, capital de distrito. Ocupa 146,3 km2 e administra 7 freguesias: Arraiolos, Vimieiro, Santa Justa, Igrejinha, São Gregório, Sabugueiro e São Pedro da Gafanhoeira.
A formação de Arraiolos remonta ao séc. II a.C. e é atribuída a Sabinos, Tuscanos e Albanos, que ocuparam Évora antes de Sertório. Estes deram o governo de Arraiolos a um governador grego, o capitão Rayeo, e do seu nome derivou Rayo, Rayolis, rayollo, Rayeopolis, Arrayollos e finalmente, o actual nome da vila, Arraiolos.
Em 1217, D. Afonso II doa Arraiolos ao Bispo de Évora, D. Soeiro. Esta era considerada uma herdade, cuja posse era hereditária e perpétua, e onde o bispo deveria edificar um castelo.
Teve o 1º Foral, de D. Dinis, em 1290, e castelo mandado edificar pelo mesmo monarca, em 1305.
Foi condado de D. Nuno Álvares Pereira – 2º Conde de Arraiolos – a partir de 1387. Antes de recolher ao Convento do Carmo, em Lisboa, o Condestável do reino, permaneceu aqui, longos períodos da sua vida.
A 29 de Março de 1511 foi concedido o segundo Foral à vila. Com limites administrativos definidos a partir de 1736 sofreu, entretanto, várias alterações:
- Inclusão no distrito de Évora (1835); Anexação ao concelho de Vimieiro (1855); Anexação do Concelho de Mora (1898).
Arraiolos é muito visitado, os seus tapetes são conhecidos internacionalmente, mas não são só estes que trazem forasteiros à vila. O seu património arquitectónico, também é responsável por muitas visitas, como é exemplo o Castelo, a Fonte da Pedra, a Igreja Matriz e a Igreja da Misericórdia. Também a traça das casas da vila, não escondem que estamos no Alentejo. Arraiolos também dispõe de uma grande beleza paisagística e de uma rica gastronomia.

Breve Referencia Histórica do Concelho de Arraiolos



A notícia mais recuada da povoação e território de Arraiolos é de 1217, ano de doação dos mesmos ao bispo de Évora e ao Cabido pelo rei D. Afonso II. Então faziam parte do vasto termo eborense, nascido da reconquista, o qual se prolongava, a Norte, até Avis. A doação régia inclui o direito do donatário edificar um castelo. A concessão veio, no entanto, a ser contestada por D. Afonso III, que pretendia recuperar este território para a Coroa. A pretensão abrange o Vimieiro, inicialmente parte do território arraiolense, mas que o bispo D. Martinho Peres desanexara, com a concessão do respectivo foral, em 1257. Após um longo litígio, em 1271, a vila e termo de Arraiolos, assim como Vimieiro, regressam à posse do rei, através de um acordo que atribuía, no entanto, ao bispo do cabido, o patroado das igrejas neles existentes e os respectivos direitos espirituais.
Contudo, antes de morrer, o monarca declarou devolver várias terras à igreja, entre as quais, Arraiolos e Vimieiro, para resolver os seus problemas que o opunham à Santa Sé. No entanto, o seu filho não cumpriu a sua vontade. D. Dinis, pelo contrário, tomou algumas medidas demonstrativas do poder régio da vila e seu termo.
A vila não chegou a estar, um século sobre o poder directo da Coroa. D. Pedro I veio a entregá-la a Rodrigo Afonso de Sousa, filho de Afonso Dinis, que era filho bastardo de D. Afonso III. A concessão foi renovada por D. Fernando, em 1367, logo depois de herdar o trono. Como o donatário não teve descendentes legítimos, foi cedido, após a sua morte, ao conde de Viana D. Álvaro Pires de Castro, irmão de Dona Inês de Castro, segundo Fernão Lopes por interferência da Rainha D. Leonor, juntamente com título de conde de Arraiolos.
O primeiro conde de Arraiolos, era de origem castelhana, foi também alcaide-mor de Lisboa e o primeiro condestável do reino. A sua presença em Arraiolos, com comitivas numerosas, devia de ser frequente, atendendo aos protestos da população, pelo abusos que eram cometidos. Como os paços do castelo, não eram suficiente para albergar todos, estes, instalavam-se pelas casas dos moradores, fazendo uso de suas roupas, utensílios e animais domésticos, cevada….
Contudo as vozes da população fizeram-se ouvir junto ao rei, concluindo-se o acordo com o conde, que o monarca ratificou em 1380.
A vila voltou ao domínio directo da Coroa. Porém, a 30 de Agosto, o Rei, D. João entregou-a a um novo senhor, Fernão d´Álvares Pereira, em recompensa dos bons serviços prestados na guerra contra os castelhanos. Contudo, o mesmo, não viveu para exercer o senhorio das terras, pois morreu com apenas 24 anos, foi morto durante a tentativa de conquista de Vila Viçosa, que estava nas mãos de castelhanos.
Nuno Álvares Pereira foi o segundo conde de Arraiolos, condestável do reino e principal apoiante do mestre de Avis na guerra com Castela.
O terceiro duque de Bragança, D. Fernando III, foi o quarto conde de Arraiolos. Contudo, este abusava, dos habitantes da vila, quando se deslocava à mesma. D. Afonso V, prometeu fazer guardar os privilégios da população. D. João II levou este donatário (Nuno Pereira) à execução na Praça Grande de Évora, em 1483 e à perda de seus bens por se opor às suas centralista.
A vila volta novamente à Coroa, que seguidamente, foi cedida em donatária a um novo senhor, Pêro Jusarte.
D. Manuel I, logo depois de subir a trono e como forma de pacificar o Estado, fortalecido já com a política do antecessor, reintegrou a Casa de Bragança nas antigas honras, títulos e bens. A 16 de Agosto de 1496 confirmou a D. Jaime, novo duque, a posse do condado de Arraiolos e dos respectivos direitos e rendas. O anterior donatário teria sido compensado, pela perda do senhorio, com outras mercês. O mesmo sucederia com D. João II que, em 1542, reconheceu ao duque D. Teodoro a posse do mesmo cargo. Por isso, o condado de Arraiolos e seu termo viria a permanecer, no futuro, integrado na casa dos duques de Bragança.

terça-feira, março 21, 2006

Pelourinho



Está situada na praça Dr. Lima e Brito (Paços do Concelho), precisamente no topo norte, em frente ao antigo hospital do Espírito Santo e no outro extremo o antigo edifício da primitiva Câmara e Cadeia Comarcã que actualmente é o tribunal.
Monumento Nacional, obra de estilo manuelino. Foi erguido em 1534, séc. XVI.
O tronco é de forma octógona, a coluna em espiral de mármore de Estremoz, de onde surgem quatro ganchos, o remate é esférico e é precedido de penha facetada.
Segundo o Google Earth as coordenadas são as seguintes: 38º43´32.80´´N
7º59´03.32´´O

quinta-feira, março 02, 2006

Fonte da Pedra



Esta é também conhecida como fonte dos Almocreves, fonte de grandes dimensões. Situa-se a cerca de 300 m da vila. Antigamente fora chamada de Fonte dos Almocreves.
Uma fonte de particular encanto, e de água muito fresca, em que o refrão de uma cantiga popular da vila descreve bem:
“A fonte da pedra,
Tem água tão boa,
Refresca a garganta,
A qualquer pessoa,
A qualquer pessoa,
E aos passarinhos,
Que vão chilreando,
Nos lindos raminhos.”
É obra de alvenaria de corpo central aberto em três arcos redondos e em disposição sensivelmente semicircular, cobertos por empenas de ornatos aparatosos, de estilo recocó decadente, escaiolados.
A fonte tem duas bicas, com embasamento de mármore golpeado e almofada; a taça, de linhas curvas, destina-se a animais de sela.
Era coroada com o escudo real, de mármore branco datado de 1827 (séc. XIX), contudo a mesma foi roubada.
A parte traseira da fonte é composta por um tanque de forma ortogonal com cobertura de ferro rematada por fecho redondo, central. Pavimento em empedrado regular. A ligação da água entre a fonte e o tanque é feita por uma almofada de forma triangular. O lavadouro é rodeado por um muro em alvenaria que desemboca num corredor, também murada.
As coordenadas são as seguintes 38º43´26.71´´N
7º59´45.52´´O

terça-feira, dezembro 06, 2005

Ribeira do Divor

No dia 27 de Novembro o Agrupamento Monte em parceria com a Escola Cunha Rivara de Arraiolos e com a Câmara Municipal de Arraiolos, realizou um percurso pedestre na Ribeira do Divor.
O mesmo contou com a participação de 12 pessoas e de um guia que colabora com o CEAI (Centro de Estudos da Avifauna Ibérica), o Sr. Carlos Cruz.
O percurso realizou-se no período da manhã.
Iniciou-se num caminho à direita antes da ponte sobre a Ribeira de Arraiolos na Estrada de Arraiolos - Santana do Campo.
No decorrer do percurso, pode-se observar diversas coisas, como povoamentos puros e mistos de sobro e azinho, as azenhas existente ao longo do percurso, a Ribeira de Arraiolos e do Divor, pequenas cascatas, formações geológicas, as galerias rípicolas, pequenas e antigas hortas e pomares, etc.
O Sr. Carlos Cruz, ao longo do percurso fez várias intervenções, onde falou sobre o
que se observava ao longo da Ribeira do Divor.

quarta-feira, novembro 23, 2005

Castelo de Arraiolos


O castelo está classificado como Monumento Nacional pelo Decreto 16/06/1910, DG 136 de 23 de Junho de 1910. Foi em 1305 mandado edificar pelo rei D. Dinis. Um exemplar da arquitectura militar Românica e Gótica. Erguido num monte de configuração cónica, conhecido como Monte de São Pedro, compreende a muralha da primitiva povoação e paço dos Alcaides, coroado no Vértice pela Igreja Matriz do Salvador. Curiosamente o Castelo de Arraiolos não foi mandado construir em tempo de guerra. Outra das características do mesmo é a sua forma ovóide. A sua forma ovóide é única no panorama das fortalezas alentejanas. Em 1384 é ocupado pelo exército Castelhano do marchal de campo Pêro Roiz Sarmiento e no calamitoso mês de Maio de 1663 a praça prestou menagem ao príncipe D. Juan de Asturias que marchava sobre Évora e tomou após breve mas violenta luta. Em 1599 fechava as suas portas ao anoitecer, o sinal era dado pelo sino, contudo já alguns habitantes moravam no exterior da muralha. a 1 de Novembro de 1755, houve um terramoto, que fez grandes estragos nas muralhas do castelo, uma das torres, ficou mesmo em perigo eminente de desabar nas casas mais próximas. Entre 1959-63, Castelo e Muralhas são parcialmente restauradas pelos Monumentos Nacionais. Em Dezembro de 2000 e Julho de 2001, o espaço que rodeia o castelo, foi submetido a obras de beneficiação e o seu exterior. Desta beneficiação resultou a iluminação exterior, um circuito pedonal exterior às muralhas, criação de um parque de estacionamento junto à Escola Cunha Rivara e també, foram feitos trabalhos de arqueologia. de altura regular, a muralha possui duas portas. uma completa que se designa por Porta de Santarém e, outra virada ao sul, na direcção de Arraiolos a da Barbacã, que se encontra destruída.

terça-feira, novembro 22, 2005

Passeio Pedestre


No próximo dia 27 de Novembro o Agrupamento Monte, em parceria com a Escola Cunha Rivara de Arraiolos, a Câmara Municipal de Arraiolos e o Centro de Estudos da Avifauna Ibérica realizam um passeio pedestre na Ribeira do Divor. Este percurso tem 6 km, para "pernas média". Ao longo do mesmo, poder-se-à ver, para além das azenhas ainda existentes naRibeira, montado de sobro e azinho, vegetação ripícola, resquícios da agricultura tradicional (hortas), aves aquáticas, passeriformes bastante diversificados, etc. Para inscrições contactar o: Agrupamento Monte ACE Tel.: 266 490 090 E-mil: monte@monte-ace.pt

Arraiolos

Terra de grande passado,
Não menos importante presente.
Terra de bom garfo,
Terra de boa gente.

No monte seu castelo,
Ao redor sua casaria.
A paisagem envolvente,
Pinta uma tela com alegria.

Arraiolos branquinha.
Arraiolos do meu coração.
És tapete estendido,
Por Deus, bordado à mão.
Poderá gostar também de: www.gmail.com

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